Robô caminha por 3 dias sem pausas para quebrar recorde

há 1 mês 27
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Quebrar recordes não é uma atividade exclusiva aos humanos. E o mais novo recorde assinado por uma máquina envolve uma tarefa inacessível para a maioria das pessoas: caminhar por três dias consecutivos.

Desenvolvido pela empresa chinesa Zhiyuan Robotics, um AgiBot A2 percorreu 106 quilômetros do Lago Jinji, em Suzhou, até Xangai. A caminhada levou o recorde mundial de "jornada mais longa realizada por um robô humanoide", conferido pelo Guinness World Records (GWR).

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O AgiBot A2 é um robô humanoide de 1,75 m de metros e 55 kg, equipado com sensores de inteligência artificial (IA) que lhe permitem processar informações de texto, áudio e estímulos visuais. Além disso, o androide é capaz de executar tarefas que exigem motricidade fina, como enfiar a linha em uma agulha.

Em um vídeo de divulgação, o robô declarou que acreditava conseguir quebrar o recorde, o que de fato se concretizou. O A2 passou por rodovias, corredores panorâmicos e vias urbanas movimentadas, encontrando superfícies variadas, desde asfaltos pavimentados de ladrilhos, pontes, declives e áreas com pouca iluminação. Durante o trajeto, a máquina se comportou como um cidadão exemplar, como respeitando as normas de trânsito.

O robô se comportou como um "cidadão exemplar", respeitando as normas de trânsito durante todo o percurso. No final, o androide retornou em boas condições, apesar do desgaste.

A "longa marcha" (alô, Stephen King) só foi possível de ser realizada devido ao sistema inovador de troca de baterias a quente, que permite a sua troca sem ser preciso desligar o androide. Outra vantagem é que o AgiBot A2 tem uma autonomia máxima de bateria de apenas três horas de modo de espera.

Em entrevista ao Interesting Engineering, Wang Chuang, sócio e vice-presidente sênior da Zhiyuan Robotics, afirmou que a caminhada de três dias foi uma demonstração da confiabilidade e da estabilidade do robô. "Caminhar de Suzhou a Xangai é difícil para muitas pessoas de uma só vez, mas o robô conseguiu".

Segundo Chuang, o desafio demonstrou a resistência geral do humanoide A2, a durabilidade do hardware e o controle equilibrado, mostrando que ele estava realmente pronto para implantação comercial.

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