Restos de aristocrata decadente do século 7 são descobertos na Grécia; veja fotos

há 1 dia 4
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Na quinta-feira (27), o Ministério do Turismo da Grécia anunciou ter encontrado os restos de uma aristocrata decadente do século 7. A descoberta aconteceu na Beócia, na Grécia, durante uma escavação em um cemitério dos períodos Arcaico e Clássico, onde também foram identificados vestígios arquitetônicos de um assentamento fortificado.

O cemitério está organizado em grupos e consiste em sepulturas em covas ou com telhas e piras funerárias. Quarenta sepulturas já foram investigadas, revelando que o local foi habitado por pessoas com alto padrão de vida e status social.

A Dama do diadema invertido

Uma das principais descobertas foi o túmulo da chamada "Dama do diadema invertido", do século 7, sendo um conjunto de três sepulturas subterrâneas. Um exame preliminar do que resto da arcada dentária da dama em questão revelou que era uma adulta com idades entre 20 e 30 anos quando morreu.

O diadema, uma espécie de coroa de bronze, foi encontrada na cabeça da mulher. Acredita-se que a joia seja um símbolo de sua superioridade e posição. "O elaborado diadema foi feita com uma técnica de repuxo e ostenta a decoração atual de pares de leões heráldicos frente a frente, macho e fêmea, animais que simbolizam o poder e a autoridade reais por excelência", diz o Ministério em comunicado.

O curioso, no entanto, é que o diadema foi colocado na cabeça da falecida de forma invertida, o que, nos tempos modernos, significa uma renúncia ou queda do monarca, indicando a perda de seu poder e posição.

Restos e pertences da Dama do diadema invertido

 Ministério do Turismo da Grécia

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Restos da "Dama do diadema invertido" — Foto: Ministério do Turismo da Grécia

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Resquícios de aristocrata do século 7 foram encontrados em Beócia, na Grécia — Foto: Ministério do Turismo da Grécia

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Diadema da dama cujos restos foram descobertos — Foto: Ministério do Turismo da Grécia

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Detalhes do diadema mostram leões, que representam poder — Foto: Ministério do Turismo da Grécia

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Pertences e oferendas à aristocrata — Foto: Ministério do Turismo da Grécia

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Fivela grande encontrada no túmulo — Foto: Ministério do Turismo da Grécia

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Crânio da menina de 4 anos encontrada no conjunto de túmulos — Foto: Ministério do Turismo da Grécia

Aristocrata viveu no século 7 na Grécia

"O sepultamento da nobre se insere cronologicamente no contexto sociopolítico de transição de meados do século 7 a.C., período em que o sistema de realiza hereditária ancestral foi abalado e a ascensão da nobreza levou, no período seguinte, à prevalência da oligarquia e do sistema aristocrático."

Neste caso, a posição, o prestígio e a riqueza do sepultamento são evidenciados pela grande quantidade de oferendas de bronze presente. Entre elas, os arqueólogos encontraram fivelas, um colar em forma de vaso, contas de osso e marfim, bem como rosetas laminadas, brincos de cobre, pulseiras e anéis que ela usava em todos os dedos.

Outro corpo, outro diadema

No mesmo grupo de sepulturas, a equipe encontrou o túmulo de uma menina de 4 anos de idade, com um diadema de bronze com rosetas incrustadas. Estima-se que ela tenha sido enterrada na mesma época que a Dama do diadema invertido, o que sugere a existência de um laço de parentesco entre elas.

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