Presidente do Miss Universo é denunciado por suposto envolvimento em tráfico internacional de drogas e armas Presidente do Miss Universo é denunciado por suposto envolvimento em tráfico internacional de drogas e armas

há 1 mês 14
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Raúl Rocha, presidente e coproprietário do Miss Universo e cônsul da Guatemala no México, foi denunciado pelo Ministério Público mexicano por suspeita de envolvimento em atividades criminosas ligadas ao tráfico entre México e Guatemala, após polêmicas no concurso.

Após as recentes polêmicas, o empresário Raúl Rocha, presidente e coproprietário da organização Miss Universe, foi denunciado por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas, armas e combustível entre a Guatemala e o México. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (26), pelo jornal mexicano Reforma.

De acordo com a publicação, a denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do México (FGR) poucos dias após a coroação de Fátima Bosch, eleita Miss Universo 2025, em uma edição marcada por controvérsias. Durante a disputa, houve um confronto entre a candidata e um executivo do evento, a desistência de diversos jurados às vésperas da final e acusações de irregularidades na pontuação.

Fontes consultadas pelo Reforma afirmam que Rocha, além de presidir o Miss Universo, exerce o cargo de cônsul da Guatemala no México. A função diplomática teria servido como fachada para sua atuação como líder de um grupo criminoso especializado no contrabando de combustíveis.

Segundo as investigações, a organização utilizaria barcos que cruzam o rio Usumacinta para transportar drogas, armas e combustíveis clandestinos até caminhões com destino ao estado de Querétaro, no México. No dia 6 de agosto, Yazmín Mayoral Marín, agente da Promotoria Especializada em Crime Organizado do país, teria solicitado um mandado de prisão contra Rocha por suposta participação no esquema.

Ao longo da investigação, a FGR teria cumprido mandados de busca em propriedades ligadas ao empresário, onde foram localizados registros de transferências financeiras para o grupo criminoso — incluindo uma operação de 2,1 milhões de pesos.

Além de presidir o Miss Universo, Raúl Rocha exerce o cargo de cônsul da Guatemala no México. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O documento obtido pelo jornal afirma que Rocha e outros integrantes da quadrilha teriam “conexões com políticos e autoridades dos três níveis de governo”. As relações foram cultivadas para conseguir vantagens que facilitassem a missão, que inclui a venda de hidrocarbonetos, narcóticos e o tráfico e comércio de armas de guerra em grandes volumes. Ainda segundo o Reforma, em outubro, Rocha teria procurado a promotoria para negociar um acordo de delação premiada em troca de imunidade.

As acusações somam-se a uma série de embates internos que abalaram o Miss Universo 2025, antes e após a cerimônia de novembro. Além de brigas envolvendo misses e executivos, o músico Omar Harfouch renunciou ao posto de jurado, entre outros episódios.

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Em entrevista concedida a um jornalista mexicano em 24 de novembro, Rocha afirmou estar “muito cansado” desde que assumiu o comando do concurso, em janeiro de 2024. Ele disse, ainda, que já está procurando alguém que assuma a franquia em seu lugar.

Questionados pela People sobre as acusações, nem o empresário e nem os representantes do Miss Universo se manifestaram.

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