Gatos miam mais para tutores homens? Este estudo diz que sim

há 1 mês 25
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Gatos têm uma linguagem corporal complexa, muitas vezes marcada por suas sociabilidade seletiva. E um novo estudo, assinado por pesquisadores da Universidade de Ancara, na Turquia, prova isso: os bichanos podem realmente ter suas preferências na hora de se comunicar, miando mais para seus cuidadores homens quando se reencontram.

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Publicado em novembro na revista científica Ethology, o estudo optou por adotar uma análise científica de comportamentos já bem conhecidos dos felinos com humanos. Acompanhando a rotina de 31 gatos e seus tutores dentro de ambientes domésticos, os cientistas puderam avaliar diferentes formas de interação por parte dos animais, como miados, ronronados e bocejos.

A investigação exigia estar atento às mínimas reações que os gatos poderiam emitir com a chegada de seus cuidadores em casa. Considerando isso, os participantes dos experimentos foram orientados a usar algum tipo de câmera fixada no peito para filmar os primeiros minutos ao entrar em casa.

Com os primeiros 100 segundos de cada gravação, os pesquisadores monitoraram 22 comportamentos específicos dos gatos – desde miados até bocejos, normalmente associados a estados de estresse nesses animais.

Em todos os clipes analisados, independente da idade, da raça ou do sexo do gato, a frequência de vocalização dos gatos aumentava ao cumprimentar tutores homens em comparação a tutoras mulheres. Segundo comunicado, os felinos produziram, em média, 4,3 miados nos primeiros 100 segundos cumprimentando homens, enquanto apenas 1,8 miados ao cumprimentar mulheres.

 rebecaml/Pixabay Os autores do estudo alegam que iniciativas de interação tomadas pelos gatos refletem tanto um desejo de conexão quanto uma maneira de lidar com o estresse do cotidiano, como o alívio demonstrado ao saber que o tutor chegou em casa — Foto: rebecaml/Pixabay

Uma explicação sugerida pelos cientistas seria que os gatos usariam sua comunicação vocal com mais frequência para saudar cuidadores homens por esse grupo tender a falar menos com seus pets comparados a cuidadoras mulheres.

“Essa diferença pode levar os gatos a usar sinais vocais de maneira mais ativa para provocar respostas dos cuidadores homens”, descrevem os autores.

Comportamentos universais?

Outros comportamentos apresentados pelos bichanos estudados revelaram diversas formas de comunicação utilizadas para saudar seus donos. Uma esfregação contra a pessoa pode indicar uma aproximação amigável, enquanto arrepios e arranhões estão relacionados a comportamentos de enfrentamento. Essas e outras interações evidenciam as complexas formas desses animais se comunicarem com outros seres.

Ainda assim, a pesquisa, com amostra relativamente pequena e conduzida apenas na Turquia, necessita de estudos adicionais para confirmar se essas dinâmicas sociais interespécies podem servir de regra para peludos de outros lugares do mundo.

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