Andrew segue na linha de sucessão ao trono britânico mesmo após perder seus títulos reais; entenda o motivo Andrew segue na linha de sucessão ao trono britânico mesmo após perder seus títulos reais; entenda o motivo

há 1 mês 26
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Príncipe Andrew perdeu seus títulos, mas permanece oitavo na linha de sucessão ao trono britânico. Removê-lo oficialmente exigiria aprovação internacional dos reinos da Commonwealth e do Parlamento britânico. O duque nega acusações e segue afastado permanentemente da vida pública.

Embora o ex-príncipe Andrew, agora conhecido oficialmente como Andrew Mountbatten-Windsor, tenha perdido seus títulos reais após as denúncias envolvendo sua amizade com Jeffrey Epstein, o irmão caçula do rei Charles III segue firme e forte como o oitavo na linha de sucessão ao trono britânico.

A decisão do Palácio de Buckingham de retirar o título de duque de York, além de outras honrarias militares, foi descrita por especialistas como “o ponto final” em qualquer sonho de retorno à vida pública. “Sem uma reviravolta impossível na opinião pública e no caso envolvendo seu nome, não há volta”, afirmou a comentarista real Sharon Carpenter ao E! News. “É o fim de qualquer carreira real significativa”, acrescentou.

Entretanto, remover um membro da linha de sucessão não é tão simples. Para que Andrew fosse oficialmente cortado, os 14 reinos da Commonwealth, além do Parlamento britânico, precisariam aprovar a mudança. Tudo isso com base no Estatuto de Westminster, de 1931. Em resumo, é um processo lento, burocrático e extremamente complexo. A última mudança significativa na linha de sucessão — que eliminou a preferência masculina sobre mulheres — levou dois anos de negociações até se transformar no “Succession to the Crown Act”, em 2013.

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Apesar da rigidez da regra, casos de afastamento já aconteceram. O mais famoso é o do rei Edward VIII, que abdicou em 1936 para se casar com Wallis Simpson, uma mulher divorciada, abrindo caminho para o reinado do pai da rainha Elizabeth II. Atualmente, a fila para o trono segue assim: o príncipe William em primeiro lugar, seguido pelos filhos George, Charlotte e Louis. Depois vêm o príncipe Harry e seus filhos, Archie e Lilibet. Andrew completa o grupo dos oito primeiros.

A decisão de afastamento foi anunciada pelo Palácio poucos dias antes do lançamento do livro de Virginia Giuffre, sobrevivente que acusou o ex-príncipe de tê-la abusado sexualmente quando ela ainda era menor de idade. Andrew nega que seja culpado, mas fechou um acordo civil com Virginia em 2022. Em seu pronunciamento sobre sair da função de membro da realeza, o ex-príncipe afirmou: “Continuo a negar com veemência as acusações. Mas reconheço que minha situação se tornou uma distração para o trabalho da família real. Por isso, deixarei de usar meus títulos e honrarias”.

“A Garota de Ninguém: Memórias de Sobrevivência ao Abuso e Luta por Justiça”, em tradução livre. (Foto: Divulgação / Editora Knopf)

No dia de seu afastamento, as filhas de Andrew, as princesas Beatrice e Eugenie, foram flagradas trocando confidências durante um passeio por Londres. Segundo Nicola Hickling, especialista em leitura labial consultada pelo jornal inglês Daily Express, o vídeo gravado em 7 de novembro mostra Beatrice dizendo à irmã: “Estamos nisso juntas. Não se esqueça disso”.

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Em nota, o Palácio enfatizou o apoio às vítimas: “Estas censuras são necessárias, apesar de ele negar as acusações. Suas Majestades desejam deixar claro que seu apoio e simpatia seguem com as vítimas e sobreviventes de qualquer forma de abuso”.

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