Advogada que salvou família de incêndio no PR tem quadro de saúde atualizado Advogada que salvou família de incêndio no PR tem quadro de saúde atualizado (Reprodução/Arquivo Pessoal/Redes Sociais)

há 2 meses 27
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O Hospital Universitário de Londrina (HU) atualizou nesta segunda (20) o estado de saúde da advogada Juliane Vieira, de 28 anos. Ela, a mãe, de 51, e o primo, de 4, sofreram queimaduras em um incêndio que atingiu o apartamento onde moravam, em Cascavel, no oeste do Paraná.

O quadro de saúde da advogada Juliane Vieira, de 28 anos, é gravíssimo, informou o Hospital Universitário (HU) de Londrina, onde ela está internada, nesta segunda-feira (20). A jovem se pendurou em um suporte de ar-condicionado para salvar a mãe e o primo durante um incêndio no apartamento em que eles moravam, em Cascavel, no oeste do Paraná.

Conforme o boletim médico, divulgado pelo g1, Juliane teve 63% do corpo queimado e está em leito de terapia intensiva, no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ). Ela está instável, entubada e sedada.

A transferência entre o Hospital Universitário do Oeste Paraná (HUOP), de Cascavel, e o HU Londrina – que é referência no estado para tratamento de queimados – aconteceu na última sexta-feira (17). O transporte foi feito em um avião da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa-PR).

Ao “Bom Dia Paraná”, a prima de Juliane desabafou sobre a tragédia. “É difícil ver ela debilitada do jeito que ela está. Mas ainda me conforta estar aqui ao lado dela, poder estar junto com ela, ver o pouquinho de evolução que está tendo”, disse Mariana dos Reis.

Imagens mostraram como ficou o apartamento após o incêndio (Foto: Reprodução/RPC)

A mãe da advogada, Sueli Vieira dos Reis, de 51 anos, teve queimaduras graves no rosto, braços, pernas e inalou fumaça. Ela também teve as vias respiratórias queimadas e está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No domingo (19), o Hospital São Lucas, de Cascavel, informou que estão reduzindo os sedativos dela gradativamente.

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Já Pietro, primo da jovem, foi atingido no quadril, nas pernas, mãos e no rosto. A criança de 4 anos foi transferida para o Hospital Evangélico Mackenzie, de Curitiba. Nesta segunda, a unidade disse que o quadro dele é estável e os curativos devem ser trocados em breve.

A amiga de infância Allana Koerich organizou uma vaquinha online para ajudar a família de Juliane, e se surpreendeu com a onda de solidariedade. “Serão muitos custos, porque não é só esse momento que ela está no hospital. Tem o pós disso, eles vão ter que se reerguer. Foi a questão do apartamento, de ter queimado tudo lá dentro”, observou.

Juliane ao lado da mãe, Sueli (Foto: Reprodução/RPC)

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O incêndio

As chamas tomaram conta do apartamento da família, no 13º andar de um edifício que fica no cruzamento das ruas Riachuelo e Londrina, no bairro Country. Na residência moravam Juliane, a mãe, o primo e a prima, que é mãe da criança. Porém, segundo a RPC, a mulher foi para a academia e não estava no local quando o fogo começou. Os demais estavam dormindo.

Em vídeos que circularam na internet, Juliane é vista pendurada na parte externa do prédio, em cima de um suporte de ar-condicionado, fazendo o resgate. Neste instante, a fumaça já havia tomado conta do apartamento. A advogada, por sua vez, foi retirada pelos bombeiros. O cachorro da família, Barthô, também estava no imóvel e conseguiu escapar ileso quando a porta foi aberta.

Assista:

Desespero : Um incêndio atingiu um apartamento no 13º andar, na manhã desta quarta-feira (15/10), em Cascavel, no Paraná.
Uma das vítimas conseguiu escapar pela janela e se pendurou em um suporte de ar-condicionado para ajudar a resgatar uma criança e a mãe, presas no local. pic.twitter.com/QDi1bevepX

— 𝕀𝕟𝕥𝕖𝕣𝔽𝕒𝕥𝕠𝕤 (@inter_fatos) October 15, 2025

Trabalhadores de uma obra ao lado do prédio viram o fogo e logo avisaram ao porteiro do prédio, que informou os moradores, desligou o gás e a energia, e disparou o alarme de incêndio. Eles saíram do local em segurança. Já a residência da família de Juliane ficou destruída e foi isolada para inspeção técnica. No início da tarde do mesmo dia, houve uma perícia.

Conforme o perito Rodrigo Cavalcante de Oliveira Neves, a suspeita é de que o fogo tenha começado entre a cozinha e a sala, de forma acidental. O laudo deverá ser concluído em aproximadamente dois meses.

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Ajuda dos vizinhos

Vizinhos ajudaram Juliane a resgatar sua família pelo apartamento de baixo. Patrick de Andrade foi um deles, e contou que o único medo era de que a jovem acabasse caindo. “Ela estava pendurada e escorada na caixa de ar-condicionado. Ela estava cansada, mas conseguia se manter. Então foi mais o trabalho de ir tranquilizando ela, pois nosso medo era ela tentar descer, a gente não conseguir pegar e ela cair”, explicou.

Patrick e a esposa moram no mesmo andar em que o fogo começou. Eles estavam se arrumando para ir trabalhar, quando ouviram gritos e foram ver o que havia acontecido. Quando chegaram ao corredor, viram uma fumaça preta saindo do apartamento vizinho, que estava com a porta trancada.

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Quando uma das moradoras do apartamento voltou, conseguiu abrir a tranca. Entretanto, as chamas já tinham tomado conta do imóvel. “A gente tentou socorrer com extintor, mas estava bem alto. Aí fomos acordando os vizinhos. Eu peguei meu cachorro e até inalei um pouco de fumaça, mas está tudo bem. A gente só conseguiu socorrer as pessoas que saíram pela janela no andar de baixo. Foi muito rápido e muita gente envolvida”, recordou Patrick.

Veja:

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