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A XP Investimentos retomou a cobertura da rede de farmácias Pague Menos (PGMN3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 6 por ação até o fim de 2026, o que representa um potencial de valorização de 34,8% em relação ao fechamento da terça-feira (11) de R$ 4,45. Por volta das 15h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira (12), a ação da companhia subia 1,57%, a R$ 4,52.
Para os analistas da corretora, a empresa vive um momento de autotransformação, ajustando sua operação, melhorando resultados e aproveitando novas oportunidades dentro do varejo farmacêutico.
Os analistas dizem que há três motivos principais para a recomendação positiva. O primeiro é a melhora contínua da produtividade das lojas, que deve alcançar R$ 925 mil até o fim de 2026, acima dos R$ 830 mil registrados no terceiro trimestre de 2025.
A corretora lembra que a companhia vem apresentando crescimento de dois dígitos nas vendas em mesmas lojas (SSS, do inglês same store sales) há sete trimestres consecutivos, graças aos ajustes operacionais, à integração da Extrafarma e a uma expansão mais seletiva da rede.
O segundo fator que anima a XP é o avanço dos medicamentos à base de GLP-1, usados no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, como o Ozempic. A corretora vê a Pague Menos bem posicionada para aproveitar esse movimento, já que mantém boa oferta dos produtos em suas lojas. Dados compilados pela corretora apontam que esses remédios já elevaram as vendas do setor farmacêutico em cerca de três pontos percentuais, com penetração próxima de 8% até o segundo semestre deste ano.
A XP diz que o mercado deve ganhar força em 2026, quando laboratórios brasileiros como EMS, Hypera, Cimed e Biomm devem lançar versões genéricas de semaglutida, o que deve aumentar a oferta e baratear o tratamento. A fabricante Novo Nordisk, porém, tenta estender a patente do Ozempic no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), alegando demora na análise.
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O terceiro ponto positivo é que a Pague Menos enfrenta menos pressão de marketplaces nas vendas de higiene pessoal e cosméticos (HPC), com clientes de cuidado contínuo e boas margens com produtos de marca própria. Segundo a XP, a empresa mantém preços competitivos, tem presença forte no Norte e Nordeste, onde o comércio digital ainda é menor, e vem ampliando suas marcas próprias.
Os chamados clientes de cuidado contínuo, aqueles que compram remédios para doenças crônicas pelo menos duas vezes por ano, segundo os analistas, são um verdadeiro motor de receita. Eles compram quatro vezes mais e gastam 1,6 vez mais que o consumidor comum, o que representa um faturamento médio 6,4 vezes maior. A XP calcula que, a cada 350 mil novos clientes desse perfil, a Pague Menos pode adicionar cerca de R$ 500 milhões às vendas.
Entram nessa conta as linhas de marca própria, que trazem margens mais gordas. Um aumento de apenas um ponto percentual na participação desses produtos poderia elevar a margem bruta da empresa em cinco pontos-base, segundo os estrategistas.
Com uma alavancagem estimada em duas vezes a dívida líquida sobre o Ebitda, que representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, a Pague Menos ainda pode se beneficiar da queda dos juros. A estimativa da corretora é de que a Pague Menos continue reduzindo a diferença de desempenho em relação à RD Saúde (RADL3), responsável pelas marcas Raia e Drograsil, que ainda possui produtividade 25% superior.

há 2 meses
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