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A Warner Bros. Discovery informou que começou a considerar diferentes cenários de negócio diante do “interesse não solicitado” que recebeu de “múltiplas partes” para adquirir total ou parcialmente a companhia.
O conselho avaliará “uma ampla gama de opções estratégicas”, incluindo seguir com o plano de dividir a empresa até meados de 2026, vender todo o conglomerado ou fechar negócios separados para suas unidades Warner Bros. e Discovery Global, disse a empresa em comunicado nesta terça-feira.
Netflix e Comcast estão entre as companhias interessadas nos estúdios de cinema e TV da Warner Bros., segundo fontes familiarizadas com o assunto que pediram anonimato. A Paramount Skydance já fez ao menos uma oferta pelo grupo inteiro, mas foi rejeitada.
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“Após receber interesse de múltiplas partes, iniciamos uma revisão abrangente de alternativas estratégicas para identificar o melhor caminho para destravar todo o valor de nossos ativos”, afirmou o CEO David Zaslav no comunicado.
As ações da Warner Bros. subiram 9% em Nova York na manhã desta terça-feira.
No início do ano, a Warner Bros. anunciou planos para se dividir em dois negócios: um focado em TV por assinatura e outro em streaming e estúdios. A ideia é separar a divisão de streaming, que inclui a HBO Max e cresce mais rápido, das redes de TV a cabo em declínio, como TNT e CNN.
Warner Bros. e HBO já foram vendidas duas vezes na última década, em meio à dificuldade das empresas de mídia tradicional para competir com plataformas online. Zaslav fundiu Discovery e Warner Bros. para criar um concorrente mais robusto à Netflix, mas a estratégia não funcionou. Uma venda total ou parcial poderia remodelar drasticamente Hollywood e o setor de mídia, reduzindo o número de grandes estúdios e consolidando serviços de streaming.
A Paramount, liderada por David Ellison, está interessada na Warner Bros., mas sua primeira proposta foi rejeitada por ser considerada baixa. Segundo a CNBC, a Paramount fez várias ofertas abaixo de US$ 30 por ação, todas recusadas. A empresa também discutiu a compra com a Apollo Global Management que controla a Legendary Entertainment, detentora de parte de várias franquias da Warner Bros.
Ellison busca fechar negócio antes de uma possível divisão da Warner Bros., enquanto Zaslav acredita que pode obter um prêmio elevado pela unidade de streaming e estúdios após separá-la dos canais de TV. A Paramount, que se fundiu com a Skydance Media em agosto, já anunciou que cortará milhares de empregos para reduzir custos em US$ 2 bilhões.
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Grandes empresas de tecnologia como Netflix e Apple também são apontadas por analistas como potenciais compradoras. O co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, demonstrou interesse nos estúdios, no vasto acervo de conteúdo e no lote de produção cinematográfica da Warner Bros., mas não quer adquirir redes de TV.
A Comcast, controladora da NBCUniversal, também avalia a possibilidade, mas não fez oferta formal. A empresa, uma das maiores provedoras de TV a cabo e banda larga, vem reestruturando seus negócios de cinema e TV e já anunciou planos de vender canais como MSNBC, USA e CNBC.
Segundo o presidente do conselho, Samuel Di Piazza, a Warner Bros. ainda acredita que a separação entre canais e estúdios “criará valor atraente”, mas decidiu ampliar o escopo da análise “no melhor interesse dos acionistas”.
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A empresa afirmou que não há prazo definido para concluir o processo de revisão estratégica.
“Warner Bros. foi criada por meio de fusões e aquisições e espera sair pelo mesmo caminho”, disse Ross Benes, analista da Emarketer. “As últimas fusões envolvendo a Warner reduziram o valor para os acionistas e resultaram em demissões. Mas suas redes de TV, estúdios e serviço de streaming ainda têm valor para o comprador certo.”
Allen & Co, JPMorgan Chase e Evercore atuam como assessores financeiros da Warner Bros.
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