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Liderando mês a mês em ampliação de base de banda larga, a Vivo não vê sinal de desaceleração na aquisição de clientes e aposta em uma estratégia que combina expansão de rede, redução de churn e novas ofertas ao consumidor para manter o ritmo. A empresa também planeja ampliar a sua atuação nos segmentos de Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (IA).
As estratégias da operadora foram compartilhadas pelo CEO, Christian Gebara, nesta sexta-feira, 31, em coletiva de imprensa após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, período em que o lucro da tele cresceu 13,3% – na ocasião, ele também comentou sobre a aceleração na venda de ativos e defendeu a postergação do leilão da faixa de 6 GHz.
O executivo celebrou os resultados no segmento de fibra, destacando a aquisição de 211 mil clientes no primeiro trimestre, 201 mil no segundo e 225 mil no terceiro. "O nosso ritmo de adições líquidas mostra uma estabilidade crescente. Não vejo sinal de desaceleração. Muito pelo contrário, vejo crescimento, inclusive na fidelização de clientes", pontuou Gebara.
Isso porque o churn (taxa de evasão de clientes) de banda larga caiu para 1,46% no terceiro trimestre deste ano, ante 1,65% no mesmo período do ano passado e 1,75% há dois anos.
Questionado por TELETIME sobre a expansão da base, Gebara atribuiu os números à "combinação de qualidade da nossa rede, capilaridade de canais e inovação da nossa oferta". Ele citou planos com Wi-Fi 7 que entregam velocidades de até 10 Gbps e o pacote Fibra Light, que permite que o cliente passe a anuidade do serviço no cartão de crédito.
Na avaliação do executivo, o Vivo Total, combo de fibra e móvel que tem sido responsável por 85% das vendas de banda larga em lojas físicas, também contribui para atrair clientes de outros provedores ou que não contratavam nenhum serviço da tele.
Além disso, Gebara se mostra otimista com o uso da infraestrutura da FiBrasil, empresa cujo controle foi adquirido pela Vivo recentemente. A rede neutra da empresa, da qual a Vivo era o principal cliente, tem penetração de 16%, enquanto a rede cativa da tele tem um take-up rate por volta de 25%.
"Aqui também tem uma possibilidade de crescimento de penetração nessa rede, que nos traz ainda mais oportunidades de crescimento maior da nossa base", ressaltou.
Oi Soluções e Desktop
Comentando o avanço da empresa no segmento corporativo (B2B) – em 12 meses até setembro, a vertical gerou R$ 5,05 bilhões em receitas, alta anual de 34,2% –, o executivo descartou, por ora, uma oferta pela Oi Soluções, unidade B2B da Oi, mas indicou que pode avaliar o ativo em outro momento.
"Não iniciamos processo algum [pela Oi Soluções]. Sempre estamos muito atentos a processos no mercado, mas não tenho nada sobre esse empresa de concreto", afirmou Gebara. "A característica das empresas que a gente vem adquirindo é um pouco diferente, mas, em um processo estruturado, vamos conseguir avaliar se vamos entrar nisso", acrescentou.
O CEO também comentou o interesse que a Vivo manifestou no ano passado pela Desktop, cuja negociação não se concretizou – o provedor paulista, no momento, está em conversas com a Claro. Segundo Gebara, a tele leva em conta três aspectos para fechar um negócio: sobreposição de rede, qualidade técnica e preço.
"Naquele momento, não chegamos a um acordo, [o preço] não era realista para nós. Não estamos mais nesse processo. Podemos avaliar outros, desde que compense", pontuou.
IA e IoT
Gebara também indicou que a estratégia de inclusão da ferramenta de IA generativa Perplexity em planos da Vivo, parceria lançada há um ano, tem se mostrado bem-sucedida. Inclusive, a tele planeja avançar no segmento.
"Não posso falar em números, mas é crescente a adoção de clientes", disse. "Vamos trazer inovações de uso de inteligência artificial, mas ainda não posso adiantar", sinalizou, acrescentando que os eventuais novos serviços não devem contar com zero rating.
Sobre o mercado de IoT, o executivo destacou o contrato de R$ 3,8 bilhões fechado com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) neste trimestre. Também defendeu a continuidade da isenção de tributos sobre dispositivos de IoT. Um projeto de lei com esse objetivo foi aprovado na Câmara nesta semana e agora segue para o Senado.
"Se não for renovado, infelizmente, [o imposto] vai ter que ser repassado, porque não há como ter rentabilidade com esse preço a esse nível de taxação", asseverou Gebara.

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