Vivo eleva lucro em 13% com alta em pós, fibra e serviços digitais

há 2 meses 18
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Loja VivoFoto: Divulgação

A Telefônica Brasil, dona da Vivo, obteve lucro líquido de R$ 1,88 bilhão no terceiro trimestre deste ano, alta de 13,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com balanço financeiro divulgado na noite desta quinta-feira, 30.

Com avanços no móvel (+5,5%), na banda larga (+10,6%) e em serviços digitais (+22,8%), a receita líquida da operadora chegou a R$ 14,94 bilhões, crescendo 6,5% na comparação anual.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) alcançou R$ 6,48 bilhões, alta de 9%, o maior crescimento dos últimos dois anos. A margem subiu 1 ponto percentual (p.p.), para 43,4%.

Confira, a seguir, um resumo dos principais números da Vivo no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado.

  • Receita operacional líquida: R$ 14,94 bilhões (+6,5%);
  • Serviço móvel: R$ 9,71 bilhões (+5,5%);
  • FTTH: R$ 1,98 bilhão (+10,6%);
  • Dados corporativos, TIC e serviços digitais: R$ 1,38 bilhão (+22,8%);
  • Ebitda: R$ 6,48 bilhões (+9%);
  • Margem Ebitda: R$ 43,4% (+1 p.p.);
  • Investimentos: R$ 2,6 bilhões (+4,3%).

Serviço móvel

A receita do serviço móvel cresceu 5,5%, na comparação com o terceiro trimestre de 2024, para R$ 9,71 bilhões. O segmento foi impulsionado pelo pós-pago, que teve alta de 8% e já representa 86% da receita móvel. O churn (taxa de evasão de clientes) da modalidade caiu para 0,98%.

O pré-pago, por outro, lado, teve queda de 7,6% na receita, em função da migração de clientes para a modalidade pós-paga.

A Vivo encerrou o terceiro trimestre com 102,9 milhões de acessos móveis (+1,4%), com a tecnologia 5G disponível em 683 cidades, um avanço de 1,7% em relação ao ano passado.

A base pós-paga cresceu 7,3% no intervalo de 12 meses, alcançando 69,8 milhões de acessos. Em um cenário excluindo M2M, o incremento foi de 3,3 milhões de usuários, totalizando 49,9 milhões.

A receita média por usuário (ARPU, na sigla em inglês) do serviço móvel foi de R$ 31,5, alta anual de 3,9%, com apoio em reajustes de preços e migração de clientes de planos pré para controle e pós.

A venda de aparelhos e eletrônicos, por sua vez, teve alta de 2,8%, gerando R$ 879 milhões em receitas. No terceiro trimestre, 95% dos smartphones vendidos pela Vivo foram compatíveis com 5G.

Serviço fixo

A receita de serviços fixos teve alta de 9,6% no terceiro trimestre, ante o mesmo período do ano passado, alcançando R$ 4,35 bilhões. Em termos percentuais, foi o "maior crescimento na história recente da companhia", indicou a Vivo, em trecho do balanço.

O resultado refletiu o crescimento das receitas de FTTH (+10,6%), que somaram R$ 1,98 bilhão, e do segmento de dados corporativos, TIC e serviços digitais (+22,8%), que já é responsável por R$ 1,38 bilhão em faturamento.

A Vivo encerrou o terceiro trimestre com 30,5 milhões de casas passadas com fibra (+7,6%, na comparação anual) e 7,6 milhões de assinantes de banda larga (+12,7%). O churn do serviço de fibra caiu pelo quinto trimestre consecutivo, para 1,46%.

A operadora informou que, do total de assinantes de banda larga (7,6 milhões), 4,7 milhões contratam o Vivo Total, plano convergente de fibra e móvel. Inclusive, o pacote representou 85,1% das assinaturas de FTTH efetuadas nas lojas físicas da tele no terceiro trimestre.

A empresa ainda destacou que o churn do cliente Vivo Total é de 0,72% ao mês, taxa inferior à dos clientes que assinam apenas fibra, e o ARPU combinado fica em aproximadamente R$ 230.

No caso do segmento de dados corporativos, TIC e serviços digitais, 70% da receita (R$ 968 milhões) vieram de serviços B2B digitais, como nuvem e segurança.

Outras receitas de serviços fixos, incluindo telefonia e TV por assinatura, totalizaram R$ 989 milhões, baixa de 6% na comparação anual.

Capex e dívida

Os investimentos da Vivo somaram R$ 2,6 bilhões no terceiro trimestre, alta de 4,3% ante o terceiro trimestre do ano passado. Desse total, 84% (R$ 2,18 bilhões) foram destinados à expansão de redes móveis e fixas.

Já a dívida bruta, excluindo arrendamentos, totalizou R$ 3,97 bilhões. Houve queda de 24,6% na comparação anual, em função, sobretudo, da liquidação das debêntures de primeira série da sétima emissão da operadora, no total de R$ 1,5 bilhão.

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