Vivo diz que ainda é muito cedo para pensar em leilão de 6 GHz

há 2 meses 19
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Christian Gebara, CEO Vivo (Divulgação)

A Vivo afirmou hoje, 31 de outubro, que não vê necessidade de leilão da faixa de 6 GHz “nos próximos anos”, enquanto mantém a expansão do 5G em 3,5 GHz e sustenta crescimento na banda larga por fibra, com possibilidade de aquisições seletivas. As declarações foram feitas pelo CEO Christian Gebara durante coletiva com jornalistas.

Segundo o presidente da Vivo, entrar nos 6 GHz “é muito cedo, não tem ainda dispositivos para essa frequência, não acreditamos na necessidade de ter um leilão nos próximos anos.” Ele acrescentou que a prioridade é concluir as obrigações de 5G e lembrar que a empresa já detém 26 GHz “com pouco uso”.

O executivo contou que a rede 5G da Vivo cobre 67% da população e 683 cidades ao fim do trimestre. Ele destacou que a estratégia de ampliação considera a penetração de terminais compatíveis: “Nós temos 26% da nossa base com um aparelho compatível ao 5G.”

Fibra óptica: base, churn e ‘Vivo Total’

Na banda larga fixa, a Vivo passou de 28,3 milhões para 30,5 milhões de domicílios cobertos entre o terceiro trimestre de 2024 e o terceiro trimestre de 2025. As adições líquidas de fibra somaram 225 mil no trimestre, ante 201 mil no trimestre anterior, e o churn mensal caiu para 1,46%. “Não vejo sinal de desaceleração, muito pelo contrário”, disse. Gebara citou o avanço do plano convergente: “Do total de 7,6 milhões de clientes, 3,2 milhões já são clientes do Vivo total.”

M&A em banda larga e integração da Fibrasil

Questionado sobre aquisições, o CEO afirmou que a companhia avalia movimentos conforme sobreposição de rede, qualidade técnica e preço. Sobre a Desktop, disse que não houve acordo “porque cada empresa tem a sua realidade”.

Na integração da Fibrasil, apontou que a rede de 4,5 milhões de HPs tinha penetração de ~16%, inferior à média da Vivo de ~25%, o que abre oportunidade de aumento de penetração. Sobre possível interesse na Oi Soluções, declarou: “Não iniciamos processo algum . Se o processo for estruturado, a gente eventualmente vai conseguir avaliar.”

Receitas móveis, reajustes e base pós-paga

No móvel, Gebara relatou crescimento de 5,5% em serviços e destacou o pós-pago, com adição líquida de 1 milhão de clientes e churn mensal inferior a 1% (ex-M2M). Sobre sazonalidade de reajustes, explicou que um percentual maior do controle foi ajustado em agosto de 2024 do que em agosto de 2025, o que impacta a comparação.

Vendas de ativos de legado do STFC

A Vivo planeja R$ 4,5 bilhões em vendas “nos próximos anos”, sendo R$ 3 bilhões em cobre e R$ 1,5 bilhão em imóveis. No trimestre, foram R$ 34 milhões em cobre e  cerca de R$ 200 milhões em imóveis. “A tendência é que essa linha continuará crescendo”, com variabilidade no componente imobiliário.

(Colaborou Paula Coutinho)

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