Venezuela afirma ter detido grupo de supostos “mercenários” ligados à CIA

há 2 meses 17
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O governo da Venezuela anunciou neste domingo (26) a captura de um grupo de mercenários supostamente vinculados à CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos. Caracas não divulgou detalhes sobre o número de detidos nem a data da operação, mas afirmou que a ação ocorre em meio ao que classificou como “provocações militares” dos EUA na região do Caribe.

O comunicado foi emitido no mesmo dia em que um navio lança-mísseis americano, o USS Gravely, chegou a Trinidad e Tobago para participar de exercícios navais conjuntos com as forças locais, a poucos quilômetros da costa venezuelana.

O governo de Trinidad e Tobago afirmou que o objetivo da missão é reforçar a cooperação em segurança, combater o crime transnacional e promover ações humanitárias. Porém, Caracas denunciou a movimentação como parte de um “ataque de falsa bandeira” destinado a justificar uma ofensiva militar contra o país.

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“O governo de Trinidad e Tobago deixou claro repetidamente que valoriza a relação deste país com o povo da Venezuela, dada nossa história compartilhada”, diz o comunicado oficial do governo trinitário.

Em nota, o regime de Nicolás Maduro acusou a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, de “renunciar à soberania nacional” e transformar o território em um “porta-aviões dos Estados Unidos” para uma guerra no Caribe e na América do Sul.

Segundo a agência de notícias AFP, a presença militar norte-americana dividiu opiniões em Porto Espanha, capital de Trinidad e Tobago. Parte da população vê a chegada do USS Gravely como um reforço à luta contra o narcotráfico na região, enquanto outros temem uma escalada de tensões com a Venezuela.

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O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira (27) que ofereceu ao presidente americano Donald Trump ajuda para intermediar o diálogo com a Venezuela, em defesa da “América do Sul como zona de paz”.

“Disse a Trump que, pelo que leio na imprensa, a situação está se agravando e que o Brasil pode ajudar na relação com a Venezuela”, afirmou Lula durante uma coletiva na Malásia.

A operação militar dos EUA no Caribe e no Pacífico já resultou em 43 mortes em dez bombardeios contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas. Entre as vítimas estariam dois cidadãos trinitários, mortos em meados de outubro, informação que as autoridades locais ainda não confirmaram nem negaram.

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