Vamos (VAMO3) cai 6% com resultados fracos, em meio à pressão de custos e alavancagem

há 2 meses 14
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As ações da locadora de veículos pesados Vamos (VAMO3) operavam com forte desvalorização nesta quarta-feira (12), após a divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2025. Às 12h32, os papéis recuavam 6,37%, a R$ 3,53.

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O BTG classificou resultados da Vamos como fracos em termos absolutos, mas ligeiramente acima das estimativas. A receita líquida foi de R$ 1,5 bilhão, 4% acima do esperado e o EBITDA de R$ 895 milhões veio em linha.

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O lucro líquido somou R$ 50 milhões, queda anual de 73%, mas R$ 41 milhões acma do esperados, impactado por maiores despesas financeiras. A receita foi impulsionada por fortes vendas de usados, enquanto a inadimplência e as retomadas de ativos diminuíram para R$ 251 milhões.

Já a alavancagem recuou ligeiramente para 3,3 vezes dívida líquida/Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), com dívida líquida de R$ 12 bilhões e caixa de R$ 4,6 bilhões. Com isso, o BTG considera o trimestre melhor que o esperado e acredita que a Vamos está bem-posicionada para se beneficiar da queda de juros, embora recomende atenção a temas como retomadas, capex e gestão de passivos. O banco manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 15.

Para XP Investimentos, a Vamos apresentou resultados fracos, conforme esperado. Pelo lado positivo, a corretora destaca o desempenho geral positivo na receita, com aceleração das receitas de locação e vendas de Seminovos avançando significativamente, além da maior implementação de capex e menor nível de retomadas de ativos. No entanto, a rentabilidade permaneceu sob pressão, já que tanto Locação quanto Seminovos enfrentam compressão de margem devido à estratégia recente de acelerar a venda de ativos não locados. A reitera recomendação de compra.

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O Itaú BBA ressalta que o cenário segue desafiador, já que o programa Sempre Novo apresentou desempenho abaixo das expectativas iniciais, e a margem de venda de ativos já se aproxima de 0,3%, o que pode gerar risco adicional de depreciação caso os esforços de venda se intensifiquem. Por outro lado, segundo BBA, um ponto positivo foi a redução da dívida líquida, a primeira em oito trimestres. O banco manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 6.

A Genial Investimentos também classificou os números da Vamos como fracos, pressionados pela maior alavancagem e custo financeiro. “O avanço das receitas de aluguel e das vendas de ativos não compensou o mix menos rentável e os custos mais altos”, pontuam analistas.

O lucro líquido da Vamos ficou entre 26% e 30% abaixo das estimativas do Santander, com as margens do negócio de locação impactadas por maiores despesas operacionais (opex), principalmente relacionadas à manutenção da frota, devido a uma maior parcela de contratos renovados com veículos usados, e a custos mais altos para preparação dos ativos para venda.

De acordo com Santander, as margens de seminovos ficaram próximas de 0%, refletindo o aumento dos descontos, o que também ajuda a explicar a alta na depreciação em relação ao trimestre anterior.

Além disso, o Santander destaca alguns sinais de melhora operacional, como a redução de 31% no volume de ativos retomados e o aumento da taxa de utilização da frota para 85,8% com queda no estoque de veículos ociosos. O banco manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 7.

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