Vale (VALE3): o que esperar do balanço do 3º trimestre de 2025?

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A Vale (VALE3) divulgará seus resultados do terceiro trimestre de 2025 nesta quinta-feira (30). Após apresentar relatório de produção e vendas em linha com as otimistas projeções de analistas, as expectativas para o balanço são de números fortes e cumprimento das orientações (guidance).

A XP espera que a Vale apresente melhorias contínuas nas operações de cobre para capitalizar aumento dos preços de preferência. Em linhas gerais, a equipe de análise vê a mineradora “no caminho certo” para entregar a orientação (guidance, em inglês) de produção fornecida para 2025 para minério de ferro e metais básicos.

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Mesmo ainda recomendando o nome como “neutro”, a XP vê números sólidos reforçando a flexibilidade do portfólio da Vale e considera que a mineradora deve se beneficiar de ambiente de preços mais favorável.

O Bank of America (BofA) considera a companhia como sua preferência no setor de mineração. A expectativa é que a Vale apresente apresente um crescimento significativo do lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) trimestre a trimestre, considerando combinação de maiores volumes (especialmente de minério de ferro), menores custos em caixa C1 (custos desde a mina até o porto, excluindo frete) e preços resilientes do minério de ferro no trimestre.

A Genial considera que os dados de produção e venda acima das expectativas mostram que a Vale superou o volume esperado de produção. Com isso, a estimativa de receita líquida foi revisada para US$ 10,4 bilhões, sustentada pelo desempenho mais forte de vendas de finos e o realizado de cobre.

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O Ebitda proforma, que melhor permite avaliar os ativos da empresa e tende a ser o número mais utilizado para modelagem, deve ficar em US$ 3,4 bilhões para a Genial. O lucro líquido deve atingir US$ 2,6 bilhões, refletindo a força operacional demostrada no relatório. O relatório considera que, na comparação anual, o crescimento da receita devem ser explicado pela maior contribuição de finos de minério de ferro e metais básicos.

“No comparativo trimestre a trimestre, acreditamos que o resultado deva ser sustentado, tanto pelo crescimento do EBITDA (+26% t/t), impulsionado pelo desempenho robusto de finos de minério de ferro e cobre, quanto pelo apoiado pelo lucro financeiro líquido (+21% t/t). Já na comparação a/a, o avanço deve ser mais moderado, mesmo assim positivo, como reflexo análogo ao sequencial, seja a expansão de EBITDA (+16% ano a ano) ou a reversão do prejuízo financeiro do 3T24”, aponta a Genial.

O Itaú BBA projeta crescimento de Ebitda em 24% na comparação trimestral. Na comparação anual, mesmo com conjunto sólido de resultados, a estimativa de crescimento da linha é de 13% no ano em relação, impulsionado por preços realizados mais altos do minério de ferro, volumes mais fortes e custos menores.

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