ANUNCIE AQUI
Quando alguém compra um carro elétrico, uma das primeiras dúvidas que surge é sobre como será o seu carregamento.
Em casa ou no condomínio, essa resposta passa por uma questão central: a instalação do carregador de carro elétrico não é só “puxar um fio” e colocar uma tomada mais forte. Isso porque o processo envolve projeto, normas técnicas, aprovação do condomínio e, em muitos casos, soluções específicas para dividir custos e não sobrecarregar a rede elétrica do prédio.
Com base nas orientações técnicas da WeCharge, empresa especializada em infraestrutura para recarga veicular, o InfoMoney reuniu os principais cuidados e boas práticas para quem quer fazer a instalação com segurança e sem dor de cabeça com os vizinhos.
Planejamento financeiro
Baixe gratuitamente!
Os riscos de instalar um carregador de carro elétrico por conta própria
Antes de pensar em colocar um carregador elétrico na vaga, é importante entender que esse tipo de instalação deve ser feita por um engenheiro eletricista credenciado no CREA. É esse profissional que avalia a capacidade da rede, elabora o projeto e garante que tudo siga as normas técnicas.
Quando o morador tenta resolver por conta própria ou contrata alguém sem a qualificação adequada, o risco é alto. Nesse caso, as instalações podem ficar fora dos padrões exigidos, o que aumenta as chances de falhas, superaquecimento ou até sobrecargas no circuito elétrico do prédio ou da casa.
Nos condomínios, o cuidado precisa ser ainda maior, pois uma instalação feita sem autorização pode comprometer a capacidade elétrica disponível para novas unidades. Isso significa que, quando a subestação atinge o limite, outras pessoas que querem instalar seus próprios carregadores podem ficar sem possibilidade de ligação.
Continua depois da publicidade
Além de ser uma questão de segurança, o planejamento coletivo também evita conflitos entre vizinhos e garante que todos tenham acesso equilibrado à infraestrutura elétrica.
Processo de instalação dos carrregadores
Tudo começa com o estudo de viabilidade técnica, feito por um engenheiro eletricista credenciado no CREA. É nessa análise que se verifica se o transformador do prédio ou da casa tem capacidade para receber o equipamento e quantos carregadores podem ser instalados sem risco de sobrecarga.
Se a rede já estiver no limite, o condomínio pode solicitar à concessionária de energia um reforço da infraestrutura. Depois dessa etapa, o profissional elabora o projeto elétrico e define o tipo de carregador mais adequado, levando o plano para aprovação em assembleia. Esse momento é essencial para garantir a transparência e registrar oficialmente a obra.
Por fim, chega a fase da instalação, que deve seguir as normas da NBR 5410 e NBR 17019, responsáveis por padronizar a segurança das instalações. Cumprir essas regras garante que o sistema opere dentro dos limites corretos, preservando tanto os moradores quanto a rede elétrica do condomínio.
Como evitar a sobrecarga e manter o prédio seguro
Os equipamentos com balanceamento de carga conseguem resolver esse grande dilema da eletrificação, pois equilibram o consumo e protegem a rede.
Na prática, essa tecnologia faz com que os carregadores “conversem” entre si e com o sistema elétrico do condomínio. Assim, eles podem distribuir a energia de forma inteligente, respeitando o limite de potência disponível, o que permite instalar mais unidades de recarga sem comprometer o funcionamento do edifício.
Continua depois da publicidade
Lucas Monteiro, coordenador comercial da WeCharge, explica que essa função é especialmente útil em momentos de alto consumo. Ele dá o exemplo de um dia de verão, com muitos sistemas de climatização ligados, elevadores em uso e pessoas chegando em casa ao mesmo tempo.
“Em momentos como esse, o sistema entende o pico de consumo e reduz automaticamente a potência que está sendo entregue aos carros, para não sobrecarregar a capacidade energética do condomínio”, diz.
Segundo Lucas, o balanceamento garante que os carregadores nunca interfiram no funcionamento normal do prédio, já que se ajustam conforme a energia disponível.
Continua depois da publicidade
“Eles não derrubam energia e nem esquentam demais, pois estão sempre de acordo com o consumo e com a capacidade energética que o condomínio tem naquele momento”, explica.
Essa automação dá mais segurança ao condomínio e evita que a instalação de novos carregadores cause problemas elétricos. Além de proteger a rede, o balanceamento também melhora a eficiência, porque aproveita mais a potência existente, sem exigir reforços de infraestrutura logo de início.
Vagas compartilhadas: como dividir o custo da recarga de carros elétricos
Essa situação, observa Lucas Monteiro, é uma das mais recorrentes no dia a dia da WeCharge.
Continua depois da publicidade
“Muitos condomínios instalam dois ou três carregadores em áreas comuns. Como a garantem é um espaço coletivo, o consumo de energia acaba sendo rateado entre todos os condôminos, inclusive entre os que não têm carro elétrico”, observa.
Isso costuma gerar incômodo e sensação de injustiça, já que quem não tem veículo elétrico acaba pagando pela recarga dos outros moradores. Para resolver o problema, Lucas destaca o uso de plataformas de cobrança automática, que identificam quem está utilizando o carregador e fazem o rateio de forma individual.
Trata-se de um aplicativo que o condômino já cadastra um método de pagamento no momento da recarga. Ao final, o sistema lê a quantidade de quilowatts consumida, calcula o valor e faz a cobrança.
Continua depois da publicidade
“Essa é a ideia do rateio automático: a energia usada para carregar o veículo é paga por quem a consumiu de fato, e não por todos os outros moradores no boleto do condomínio”, explica Lucas
Principais cuidados na instalação de carregadores
Instalar um carregador de carro elétrico com segurança envolve planejamento, responsabilidade técnica e decisões coletivas dentro do condomínio. Veja um resumo prático dos pontos mais importantes destacados pela WeCharge:
- Profissional habilitado: todo projeto deve ser feito e acompanhado por um engenheiro eletricista credenciado no CREA.
- Estudo de viabilidade: antes de qualquer obra, é preciso avaliar a capacidade elétrica do local e identificar se há sobra de energia para novos carregadores.
- Projeto e aprovação: elabore o projeto elétrico e leve à assembleia do condomínio para aprovação formal e registro das obras.
- Instalação dentro das normas: siga as regras da NBR 5410 e da NBR 14019, que tratam de segurança e padrões técnicos para carregadores veiculares.
- Planejamento coletivo: a instalação deve considerar a capacidade total do prédio e a possibilidade de novas unidades no futuro.
- Gestão e rateio: em vagas compartilhadas, as plataformas de cobrança individual garantem que cada morador pague pelo que consome.
- Tecnologia a favor: avalie o uso de carregadores com balanceamento de carga, que ajustam o consumo de energia e evitam sobrecargas.

há 2 meses
23








Portuguese (BR) ·