Trabalho por aplicativos cresce 25% em 2 anos e já emprega 1,7 milhão de brasileiros

há 3 meses 21
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O número de brasileiros que trabalham por meio de plataformas digitais aumentou 25,4% entre o fim de 2022 e o terceiro trimestre de 2024, alcançando 1,7 milhão de pessoas, segundo dados da Pnad Contínua divulgada nesta sexta-feira (17) pelo IBGE.

O avanço representa 335 mil novos trabalhadores e reforça o papel dos aplicativos como alternativa de renda em um mercado ainda marcado pela alta informalidade.

Hoje, 1,9% da população ocupada atua em aplicativos, um aumento de 0,4 ponto percentual em dois anos. A presença é maior no Sudeste (2,2%), mas o modelo também cresce em outras regiões, com 1,2% no Norte, Nordeste e Sul.

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Serviços profissionais

O transporte de passageiros continua sendo o principal segmento, com 1,1 milhão de trabalhadores, somando motoristas de aplicativos como Uber e 99. Em seguida aparecem os entregadores de comida e produtos. O levantamento mostrou que cerca de 485 mil pessoas atuam em plataformas como iFood.

Apesar dos números, o maior salto veio de outro setor: o de serviços gerais e profissionais, como reformas, consertos e consultorias, que cresceu 52,1% entre 2022 e 2024. O total de trabalhadores passou de 193 mil para 294 mil no período.

Crescimento por tipo de aplicativo:
• Serviços gerais ou profissionais: +52,1% (de 193 mil para 294 mil)
• Transporte de passageiros: +29,2% (de 680 mil para 878 mil)
• Entrega de comida e produtos: +8,9% (de 445 mil para 485 mil)

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Interior ganha protagonismo

Embora o Sudeste ainda concentre mais da metade dos trabalhadores por aplicativos (888 mil, ou 53,7% do total), o Centro-Oeste (alta de 58,8%) e o Norte (56%) lideraram o crescimento proporcional.

Especialistas do instituto apontam dois fatores para essa expansão: a entrada das plataformas em novos mercados regionais, menos saturados, e o aumento da demanda por alternativas de trabalho em áreas com poucas oportunidades formais.

O avanço, avaliam analistas, indica que os aplicativos deixaram de ser um fenômeno restrito aos grandes centros urbanos e se consolidam como um dos principais motores da nova economia de serviços no Brasil.

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