Trabalhadores pedem Gleisi Hoffmann reversão da falência da Oi

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Representantes das três federações – FENATTEL, FITRATELP e FITTLIVRE – que respondem por 28 sindicatos e aproximadamente 1,5 milhão dos trabalhadores do setor de telecomunicações reuniram-se, na tarde desta quinta-feira, 13, com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais do Brasil, Gleisi Hoffmann, após solicitarem oficialmente apoio político para intervir e reverter decisão judicial sobre o Grupo Oi. No entendimento deles, isso pode preservar aproximadamente 20 mil empregos. A audiência também contou com a participação do presidente da Anatel, Carlos Baigorri; e com a representante do Ministério das Comunicações (MCom), a advogada Ana Paula Leal.

Federações Oi Gleisi

Para os sindicalistas, “a decisão da 7ª Vara Empresarial do TJRJ, que transformou a recuperação judicial da Oi em falência, impôs um clima emocional devastador e de extrema angústia e incerteza sobre aproximadamente 20 mil trabalhadores ligados aos grupo Oi e V.tal, e suas famílias”.

Segundo texto pauta da audiência, “é um dever da intervenção cessar a situação de tortura emocional imposta aos trabalhadores mantidos em casa, sem atividade, aguardando um desligamento”. O documento ainda pontua que as “federações são contrárias à falência da empresa e favoráveis à renegociação entre os credores, de forma a favorecer a manutenção dos serviços e dos empregos e a função social da Oi.”

Durante audiência, os sindicalistas expuseram “a necessidade de realizar-se, urgentemente, audiência com as interventoras judiciais da Serede/Tahto e da Oi S.A para que se apresente um plano humanizado, célere e transparente, que garanta direitos e o desligamento digno dos empregados”.

“Vamos continuar na defesa dos trabalhadores por seus empregos e salários”, pontuou o presidente da FENATTEL, José Roberto Silva. Sobre a audiência com a ministra Gleisi Hoffmann, Silva adiantou ao Tele.Síntese que o encontro foi “muito bom, e que a ministra prometeu apoio da parte política do governo”.

O presidente da FENATTEL ainda acrescentou que a participação do presidente da Anatel, Carlos Baigorri, na audiência desta quinta, foi fundamental. “Ele [Baigorri] se posicionou, disse que iremos trabalhar juntos nessa intervenção judicial que teve na Oi, vamos tentar reverter, e sempre defendendo os trabalhadores”, falou. Procurada, a Anatel não comentou.

Continuação provisória dos serviços essenciais

Apesar da decretação da falência, a sentença mantém a operação provisória das atividades da Oi Soluções, unidade responsável por contratos de conectividade com órgãos públicos e empresas privadas. A decisão justifica a medida como necessária para evitar colapso de serviços críticos, como comunicações do CINDACTA (em transição para a Claro), telefones públicos e conectividade de agências bancárias e ministérios.

O texto determina que a continuidade dos serviços se dará sob regime de liquidação ordenada, com utilização do caixa operacional mensal da empresa e supervisão direta do gestor judicial, até que ocorra a transição integral dos contratos.

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