TIM reforça importância do RAN Sharing com Vivo e vê “timing errado” para leilão de 6 GHz

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Girasole

A TIM reafirmou que o compartilhamento de redes móveis (RAN sharing) com a Vivo é essencial para a expansão das tecnologias móveis no país e considerou que a realização do leilão da faixa de 6 GHz pela Anatel ainda ocorre em momento prematuro, com “timing errado”. A operadora também comentou os desafios de implementação da nova regra de autenticação de chamadas massivas, que entra em vigor em 15 de novembro, em coletiva de imprensa nesta terça, 4 de novembro.

RAN sharing é “condição necessária”

O vice-presidente de Relações Institucionais da TIM, Mário Girasole, afirmou que o RAN sharing é parte estruturante da política de expansão do setor.

“O RAN sharing não é uma condição interessante. É uma condição necessária para que as novas tecnologias se espalhem”, declarou.

Ele lembrou que o Cade já aprovou o acordo com a Telefônica Vivo, solicitando apenas reavaliação de alguns municípios. “Nossa expectativa é que a Anatel possa aprovar também aqueles 407 municípios que temos que resubmeter. O futuro da infraestrutura terá sempre mais esse tipo de acordo”, disse o executivo.

Leilão de 6 GHz: “timing errado”

Questionado sobre o planejamento da Anatel para a faixa de 6 GHz, o CEO Alberto Griselli afirmou que o mercado ainda não tem maturidade para uma nova licitação. A agência prevê leiloar a faixa em 2026.

“Colocar esse ativo no mercado nesse momento, acho que está com o timing errado”, falou. Ele destacou que o 5G ainda está em fase inicial de adoção no Brasil e que o setor segue realizando altos investimentos para ampliar a cobertura.

Girasole complementou: “O ecossistema vem primeiro, a industrialização desse leilão é a última fase.”

Autenticação de chamadas: dificuldades técnicas

Sobre a exigência de autenticação das chamadas massivas, Girasole afirmou que a iniciativa ainda enfrenta limitações técnicas.

“É uma trend essa aqui de autenticação de chamada, não tendo resolvido questões como chamadas off-net”, observou. O executivo disse que a antecipação da data de entrada em vigor aumentou a complexidade da implementação, mas a empresa segue trabalhando para cumprir as obrigações a partir de 15 de novembro.

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