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Realçar a capacidade da “agricultura tropical” de auxiliar no enfrentamento das mudanças climáticas, e alçar o modelo brasileiro à condição de norte para as negociações entre os países na COP30 — eis as propostas do agronegócio para a próxima Conferência do Clima, que começa na segunda-feira (10), em Belém (PA).
Reunidas em um documento intitulado “Agricultura Tropical Sustentável: cultivando soluções para alimentos, energia e clima”, as propostas foram entregues ao presidente da conferência, o embaixador André Corrêa do Lago, em evento realizado na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) na última segunda-feira (3).
Conduziram a entrega o enviado especial da COP para o agronegócio e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e lideranças do setor.
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O paper foi elaborado pelo Fórum Brasileiro da Agricultura Tropical, criado pela FGV Agro e pela FGV Bioeconomia, e formado por centros de pesquisa, instituições de referência e representantes do setor produtivo.
Participaram a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), a Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária), o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e o Ministério da Agricultura, entre outros.
No documento, o setor defende que a agricultura tropical é peça-chave na agenda de mitigação e adaptação climática, e que o modelo brasileiro pode ser exportado para outros países.
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O texto parte dos pressupostos de que a região tropical concentra 40% das terras aráveis do planeta, mais de 50% da água doce e uma biodiversidade “excepcional”, mas também enfrenta desafios estruturais, como solos frágeis, pragas e pressão sobre recursos naturais.
A partir daí, especificando que “não existe um único modelo de agricultura tropical” e que “a diversidade de contextos exige soluções adaptadas”, o trabalho propõe “posicionar a agricultura tropical como eixo estruturante das soluções globais para a crise climática, a segurança alimentar e a transição energética”.
Segundo o documento, isso pode se concretizar por meio de ações práticas a partir de alguns eixos propositivos, como reposicionamento político-diplomático, financiamento para setores-chave e necessidades críticas, bio-revolução na agricultura e integração das agendas de segurança alimentar e energética.
Durante o evento na Fiesp, Rodrigues solicitou ainda a Corrêa do Lago que a discussão sobre a participação do agronegócio no Plano Clima seja adiada para depois da COP30 — a plataforma direciona as ações do Brasil para o enfrentamento das mudanças climáticas e o cumprimento das metas do Acordo de Paris.
Embrapa também entrega contribuições à COP30
Na sexta-feira (31), a Embrapa também entregou suas contribuições de ciência agropecuária para a COP30.
Em evento em Brasília, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, entregou a Corrêa do Lago sugestões colhidas em uma série de encontros promovidos pela Embrapa durante 2025, chamados Diálogos pelo Clima, reunindo especialistas, produtores, representantes de comunidades tradicionais, setor privado e gestores públicos.
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Intitulado “Contribuições da Embrapa para o Mutirão Global contra a Mudança do Clima”, o documento reúne propostas de produção de baixo carbono e adaptação da agropecuária às mudanças do clima que, segundo a entidade, têm potencial para impactar a produção de alimentos e a sustentabilidade dos sistemas agroalimentares.
Entre os desafios pinçados pela Embrapa estão gerar dados científicos consistentes, fortalecer a gestão de riscos climáticos em nível municipal, criar estruturas de governança para medir emissões e sequestro de carbono e priorizar políticas de apoio a agricultores familiares, entre outros.
O embaixador destacou a importância das contribuições para alimentar a posição do Brasil na COP30. “Graças a todas as contribuições, estou me formando para poder ser o presidente de COP da melhor forma possível”, declarou.
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Conteúdo produzido por The AgriBiz.

há 2 meses
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