Tesouro Direto ou CDB: qual rende mais em 1, 5 e 10 anos? 

há 2 meses 12
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O gosto do brasileiro pela renda fixa vem sendo reforçado nos últimos meses com a Selic em patamares altos. Afinal, com os juros básicos em 15% ao ano, é possível conquistar ganhos relevantes mesmo nos instrumentos mais seguros do mercado financeiro. 

Dois dos investimentos mais procurados pelo investidor brasileiro são os títulos públicos e os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários). Mas qual oferece melhor rentabilidade hoje? Para responder, o InfoMoney simulou quanto uma aplicação de R$ 1 mil rende nesses instrumentos. 

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A simulação considera um CDB com remuneração de 100% do CDI – que acompanha de perto a taxa básica de juros, mas que costuma ficar 0,1 ou 0,2 ponto percentual abaixo dela. Atualmente, a Selic está em 15%. No caso do Tesouro Direto, foi analisado o título atrelado à própria Selic, o Tesouro Selic. 

Em apenas 12 meses, os rendimentos são muito parecidos. Um aporte de R$ 1 mil no Tesouro Direto alcançaria R$ 1.121,45, enquanto nos CDBs o resgate seria de R$ 1.122,93. Em dois anos, os títulos públicos chegariam a R$ 1.268,83, enquanto os CDBs atingiriam R$ 1.269,34. Os valores só passam a ter diferença pouco mais significativa no prazo de 10 anos. Confira: 

PeríodoCDBTesouro Selic
1 anoR$ 1.122,93R$ 1.121,45
2 anosR$ 1.269,34R$ 1.268,83
5 anosR$ 1.852,23R$ 1.839,46
10 anosR$ 3.558,94R$ 3.507,08

Tanto CDB como o Tesouro Direto estão sujeitos à tabela regressiva de Imposto de Renda: 22,5% para aplicações de até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias.

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Ainda é importante pontuar que a simulação considera Selic estável em 15% ao ano, mas o Comitê de Política Econômica do Banco Central se reúne a cada 45 dias para decidir sobre o rumo da política monetária no Brasil.  

Nos CDBs, o principal risco é de crédito, que considera a possibilidade de a instituição financeira emissora não honrar o pagamento. No entanto, há a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura até R$ 250 mil por CPF e por instituição em caso de insolvência.

Os títulos do Tesouro Direto não têm essa proteção do FGC, mas são considerados de risco soberano, pois têm como garantidor o próprio governo federal.

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