Telefónica aponta fragmentação do mercado europeu e defende escala para competir globalmente

há 2 meses 24
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A Telefónica destacou, em seu novo plano estratégico Transform & Grow, apresentado em 4 de novembro de 2025, que o mercado europeu de telecomunicações sofre com ineficiências estruturais decorrentes da fragmentação e da falta de escala das operadoras. Segundo o documento, o cenário atual contrasta com o dos Estados Unidos e da China, onde há menos operadoras com dimensão significativamente maior.

A empresa afirma que essa diferença tem resultado em investimentos ineficientes e dependência tecnológica crescente em áreas críticas. Embora o novo plano não inclua oportunidades de consolidação, a Telefónica assegura que estará “preparada para capturar as oportunidades que se apresentem e gerem valor aos acionistas”.

Sinergias e valor potencial

De acordo com as estimativas mencionadas no comunicado, uma eventual consolidação nos principais mercados europeus da companhia poderia gerar sinergias entre €18 bilhões e €22 bilhões, conforme análises financeiras e de especialistas do setor. Esse valor, segundo o documento, poderia ser distribuído entre compradores, vendedores, clientes, investimentos e inovação.

Autonomia estratégica europeia

A Telefónica reafirmou ainda seu compromisso com o desenvolvimento tecnológico do setor e com a autonomia estratégica europeia. A empresa defende que a integração de mercado e o fortalecimento das empresas regionais são essenciais para reduzir a dependência de fornecedores externos e elevar a competitividade da indústria continental.

Setor europeu cobra ação rápida da Comissão Europeia

O posicionamento da Telefónica está alinhado ao documento publicado em 28 de outubro pela Connect Europe (antiga ETNO), que reúne as principais operadoras do bloco. No texto, as companhias alertam que a Europa “já não lidera” em conectividade e inovação, e pedem reformas urgentes para garantir a competitividade digital do bloco. O grupo manifesta preocupação com a lentidão da Comissão Europeia na adoção das medidas propostas no relatório elaborado por Mario Draghi, e defende que a falta de escala e a fragmentação do setor impedem o avanço da conectividade e da segurança.

O documento observa que apenas 2% dos europeus têm acesso a redes 5G standalone, contra 25% nos Estados Unidos e 77% na China, e adverte que a falta de investimento ameaça setores industriais estratégicos. Segundo a carta, o Digital Networks Act (DNA) representa uma oportunidade crucial para restaurar a soberania tecnológica da Europa e permitir investimentos sustentáveis em infraestrutura digital. Entre os signatários estão Marc Murtra Millar, CEO e presidente da Telefónica S.A., além dos principais executivos da Deutsche Telekom, Orange, Vodafone, TIM, Nokia, Ericsson e outras empresas líderes do setor.

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