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Espremido entre Irã, Afeganistão, China e Índia, o Paquistão é o quinto país mais populoso do mundo, com mais de 250 milhões de habitantes e à frente do Brasil. Mas mais da metade da sua população (53%) é excluída do sistema bancário, segundo dados do banco central do país asiático.
Ainda segundo o banco central local, uma das principais razões para que a população seja desbancarizada é a falta de conhecimento sobre produtos financeiros e seu uso. Uma startup, contudo, quer mudar isso com criptomoedas e lojas de bairro.
Brandon Timinsky cofundou a startup ZAR com Sebastian Scholl após fundar, em 2019, e vender, em 2024, a startup SadaPay para a turca Papara. Embora recém-criada, a iniciativa já agregou investidores de peso.
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A jovem companhia já garantiu uma rodada de investimentos liderada pela gigante de venture capital Andreessen Horowitz (A16z) e levantou cerca de R$ 70 milhões. O financiamento também contou com a participação da Dragonfly Capital, VanEck Ventures, Coinbase Ventures e Endeavor Catalyst.
De acordo com documento divulgado pela empresa, o insight é simples: todos os países já possuem lojas de conveniência, mercadinhos e pequenos comércios que movimentam centenas de bilhões em dinheiro todos os anos. A ideia da empresa é transformar esses pontos de troca de dinheiro físico em pontos de acesso à economia dolarizada, utilizando as moedas digitais lastreadas em dólar, as chamadas stablecoins.
“Entre na loja do seu bairro, scaneie um QR Code, entregue seu dinheiro e receba as stablecoins na sua carteira digital, prontas para serem utilizadas, economizadas ou enviadas para outras carteiras”, explica o documento. A startup também informou que suas carteiras estão vinculadas a um cartão Visa, aceito globalmente.
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A captação da startup coincide com o crescente apoio do governo às moedas digitais no Paquistão, que, como outros países emergentes, está explorando formas de fortalecer a infraestrutura bancária tradicional insuficiente.
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“Na Ásia, África e América Latina, mais de um bilhão de pessoas vivem em economias baseadas em dinheiro, onde os serviços bancários tradicionais são pouco confiáveis, as economias diminuem devido à inflação e o acesso a moedas estáveis como o dólar americano é limitado”, afirma, o comunicado, divulgado também no LinkedIn da empresa.

há 2 meses
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