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As ações da Boa Safra (SOJA3) veem suas ações desabarem mais de 15% após os resultados do terceiro trimestre de 2025 (3T25). Às 12h27 (horário de Brasília), SOJA3 tinha baixa de 15,49%, a R$ 9,60, fazendo com que as ações virarem para queda do ano, de cerca de 5%.
A companhia encerrou o terceiro trimestre de 2025 com receita líquida de R$ 1,1 bilhão, alta de 56% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido cresceu 26%, para R$ 68 milhões, e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado subiu 54%, para R$ 113 milhões. O lucro bruto somou R$ 148 milhões, aumento de 51% sobre o terceiro trimestre de 2024.
Para os analistas do Itaú BBA, o balanço é negativo. “A Boa Safra divulgou seus resultados trimestrais com receita de R$ 1,13 bilhão, 8% acima de nossas projeções. Apesar desse resultado acima do esperado, observamos que uma sazonalidade potencialmente mais fraca já havia sido incorporada às nossas projeções durante a prévia dos resultados”, avalia a equipe de análise.
Análise de Ações com Warren Buffett
A XP aponta que os resultados da Boa Safra vieram melhores anualmente devido a bases fáceis de comparação. No entanto, os lucros ficaram abaixo das suas estimativas e devem levar a revisões negativas tanto do ponto de vista de receita quanto de margem, o que, conforme apontou em relatório antes da abertura do mercado, deveria se traduzir em uma performance negativa da ação na sessão.
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Enquanto isso, a carteira de pedidos da empresa, destaca o BBA, reportada em R$ 861 milhões neste trimestre, apresenta um aumento significativo em relação ao ano anterior, mas ainda fica um pouco abaixo de suas expectativas para o ano, sugerindo que ainda há espaço para execução comercial.
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Já o Ebitda ajustado pode decepcionar o consenso, principalmente devido às margens estáveis em relação ao ano anterior (contra uma expansão de aproximadamente 250 pontos-base em nossas estimativas e no consenso). “Esperamos obter maior visibilidade em relação à estratégia de preços e ao mix de TSI (Tratamento de Sementes Industrial), que será fundamental para avaliar os números finais do ano”, aponta.
Para os analistas, a execução comercial está agora em foco, com a empresa provavelmente expandindo seu fornecimento de sementes em cerca de 40% em relação ao ano anterior.
“Atualmente, a receita acumulada no ano está ligeiramente abaixo das nossas expectativas e das expectativas do consenso, o que pode ser compensado por uma sazonalidade mais forte do que o esperado no próximo trimestre ou pela dinâmica de preços”, apontam.
Além disso, persistem incertezas em relação à estratégia de preços e à composição do segmento de insumos agrícolas, o que pode se traduzir em margens melhores antes do 4º trimestre. No 3º trimestre de 2025, as margens bruta e Ebitda não expandiram conforme projetado, o que pode ser um ponto crucial de discussão com o mercado no futuro.
Para os analistas, apesar da perspectiva estrutural para o segmento permanecer inalterada, a perspectiva desfavorável para os preços das commodities continua a afetar o sentimento dos investidores.
“Em outras palavras, se uma assimetria mais acentuada nos resultados do ano fiscal de 2025 não se tornar evidente em breve, esperamos que os investidores adiem sua exposição a empresas do setor de insumos agrícolas, especialmente considerando i) a sazonalidade geralmente forte para as empresas e ii) o alto custo de capital próprio atual no país”, reforça o BBA. A recomendação do banco para os ativos é outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra), com preço-alvo de R$ 15.
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Já o Bradesco BBI tem a mesma recomendação, com preço-alvo de R$ 14. O banco acredita que o desempenho da Boa Safra no acumulado do ano tenha atenuado as preocupações sobre sua capacidade de atingir o crescimento de volume de sementes de soja de aproximadamente 40% em relação ao ano anterior, conforme previsto para este ano. Desse ponto de vista, o desempenho da receita no 3º trimestre de 2025 e a carteira de pedidos atual mitigam amplamente esses riscos.
“Resta saber a que preços e margens essa participação de mercado foi conquistada, quando a tão esperada alavancagem operacional se materializará e se a dinâmica do capital de giro começará a melhorar. Acreditamos que o potencial de crescimento reside na obtenção desses resultados”, aponta.

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