Sindicatos cobram da Serede pagamento de salários atrasados

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Foto: Pixabay

Em nota divulgada nesta sexta-feira, 7, a Fitratelp, federação que representa  trabalhadores em telecomunicações empregados da Serede, subsidiária da Oi, manifestou repúdio contra um atraso no pagamento dos salários dos trabalhadores da empresa.

Segundo a entidade, um comunicado interno enviado aos colaboradores pela empresa informou que o atraso é uma "situação temporária" e que "medidas judiciais" têm atrapalhado o pagamento do salário na data prevista.

Na nota, a Fitratelp diz que:

  • Os empregados da Serede continuam a cumprir suas jornadas, "executando suas tarefas com dedicação e profissionalismo" e mantendo os serviços essenciais à disposição;
  • O trabalho realizado deve ser pago em dia. "O salário possui natureza alimentar e seu atraso penaliza diretamente milhares de famílias, comprometendo seu sustento, pagamento de dívidas e dignidade".
  • A disputa societária, judicial ou financeira que levou o Grupo Oi à sua atual situação é alheia à vontade e à responsabilidade dos empregados. "Não podemos ser os penalizados, os 'bodes expiatórios', por uma crise causada por má gestão e decisões equivocadas de terceiros".

Na ocasião, a Fitratelp anunciou uma mobilização imediata da categoria, com a realização de protestos em todo o País até que a integralidade dos salários seja efetivamente regularizada.

A entidade também apela às autoridades, aos interventores e à administração da Serede que não transfiram aos empregados – diretos e indiretos –, já que quem deve ser penalizado são aqueles que causaram a derrocada do Grupo Oi, "transformando uma das maiores e mais lucrativas empresas de telecomunicações do Brasil no maior exemplo de fracasso e endividamento".

A Fitratelp também defende que a Oi e suas subsidiárias, incluindo a Serede, possuem patrimônio e ativos que permitem a recuperação da empresa e, sobretudo, o cumprimento imediato de seus compromissos trabalhistas.

"A Justiça do Trabalho deve assegurar que os salários dos trabalhadores sejam a prioridade máxima e que nenhum centavo seja desviado antes que as obrigações com o sustento das famílias sejam cumpridas", diz a Fitratelp, no seu comunicado.

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