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A operadora de satélites SES teve um crescimento de receitas de 60% no terceiro trimestre de 2025, impulsionada pela aquisição da Intelsat e pela demanda de governos e do segmento de aviação.
Os dados foram divulgados pela empresa luxemburguesa nesta quinta-feira, 6. Incorporando números da Intelsat a partir de julho, a SES teve faturamento de 769 milhões de euros no terceiro trimestre (+60,8%), na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Já no acumulado de 2025 até setembro, a receita ficou em 1,747 bilhão de euros, ou crescimento de 19%.
Entre os principais segmentos no grupo, a divisão de redes cresceu 36% em nove meses e passou a representar cerca de 60% do negócio. Já a vertical de mídia ficou praticamente estável (em +0,7%).
Também em nove meses, a SES lucrou 71 milhões de euros, volume 38% abaixo do mesmo período de 2024.
Governos
No balanço, a empresa indicou uma série de oportunidades no segmento de redes de dados para governos, sobretudo por conta do aumento dos gastos com defesa na Europa e nos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
A SES também relatou forte avanço junto ao governo dos Estados Unidos, incluindo novos contratos para serviços de comunicações via satélite ao Exército e à Força Espacial do país.
No Brasil, já neste quarto trimestre, SES assinou memorando de entendimento com a Telebras onde a estatal brasileira se comprometeu a avaliar o uso de serviços de média órbita (MEO) da operadora europeia.
Novos satélites
A SES forneceu atualizações sobre a formação da sua constelação MEO. "Os satélites O3b mPOWER 9 e 10 foram lançados com sucesso em julho, com entrada em serviço prevista para o início de 2026", apontou a empresa.
"Os satélites restantes (11–13) têm lançamento programado para 2026. Os satélites adicionais do O3b mPOWER poderão elevar em até três vezes a capacidade disponível até 2027, quando toda a constelação O3b mPOWER estiver totalmente implantada", projetou a SES.
Aviação
Outro segmento destacado pela empresa foi o de aviação, que está crescendo três dígitos com a incorporação da Intelsat.
"Nosso negócio de aviação se expandiu com a aquisição da Intelsat e agora atende a mais de 3 mil aeronaves", reportou a empresa, mencionando inclusive acordos na América Latina.

há 2 meses
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