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A Federação Interestadual dos Trabalhadores e Pesquisadores em Serviços de Telecomunicações (FITRATELP) publicou nesta sexta-feira, 7 de novembro, uma nota pública de repúdio e protesto contra o atraso no pagamento dos salários dos empregados da Serede – Serviços de Rede S.A., subsidiária do Grupo Oi em Recuperação Judicial. O comunicado, divulgado nos canais oficiais da entidade e em sindicatos regionais, denuncia que nenhum dos 5.500 trabalhadores da empresa recebeu seus vencimentos até esta data e convoca mobilização nacional e greve a partir da próxima segunda-feira, 10 de novembro.
Protesto de ex-trabalhadores da Serede em frente ao TJ-RJ (8 de julho de 2025, arquivo pessoal)Segundo a nota, a categoria reagiu com “profunda indignação” ao comunicado interno da Serede, distribuído pelo canal “Conexão RH”, no qual a companhia atribui o atraso a uma “situação temporária” e a “medidas judiciais”.
Para a FITRATELP, essa justificativa é considerada “uma afronta inaceitável”, uma vez que os trabalhadores vêm cumprindo normalmente suas jornadas e mantendo a operação de serviços essenciais de telecomunicações em todo o país.
“O trabalho realizado deve ser pago em dia. O salário possui natureza alimentar e seu atraso penaliza diretamente milhares de famílias, comprometendo seu sustento, pagamento de dívidas e dignidade”, afirma a federação no documento.
A entidade também critica o fato de disputas societárias e decisões judiciais ligadas à reestruturação da Oi estarem impactando os empregados. “Não podemos ser os penalizados, os ‘bodes expiatórios’, por uma crise causada por má gestão e decisões equivocadas de terceiros”, diz outro trecho da nota.
Protestos e apelo às autoridades
O texto convoca atos de protesto em todo o país “a partir de agora e até que a integralidade dos salários seja efetivamente regularizada”, rechaçando a promessa de pagamento “no decorrer da próxima semana”. A FITRATELP exige pagamento imediato e solicita a intervenção urgente do Tribunal de Justiça, do Ministério Público do Trabalho e dos interventores judiciais que acompanham a recuperação da Oi.
“A Justiça do Trabalho deve assegurar que os salários dos trabalhadores sejam a prioridade máxima e que nenhum centavo seja desviado antes que as obrigações com o sustento das famílias sejam cumpridas”, afirma a federação.
Em declaração ao Tele.Síntese, o presidente do Sinttel de Pernambuco e secretário-geral da Federação Livre, Marcelo Beltrão, confirmou que os salários continuam em aberto e que a categoria vai parar a partir da próxima semana.
“Infelizmente, hoje, sexta-feira, 7 de novembro, não houve pagamento dos salários dos 5.500 trabalhadores da Serede espalhados pelo país. A partir de segunda-feira, 10 de novembro, é greve”, declarou Beltrão.
A Serede, que presta serviços de instalação e manutenção de rede para a Oi, é uma das principais subsidiárias do grupo em processo de recuperação judicial, e emprega técnicos e instaladores responsáveis por grande parte da infraestrutura de campo da operadora.

há 2 meses
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