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Uma cabeleireira de Belo Horizonte tornou-se involuntariamente o centro de uma polêmica eleitoral na Índia após sua foto ser usada em alegações de fraude nas eleições do estado de Haryana.
O retrato de Larissa Nery, tirado em 2017 e publicado em um site de fotos gratuitas, foi utilizado para registrar múltiplos eleitores com diferentes nomes. O detalhe: ela afirma nunca ter estado na Índia.
Reprodução/YouTubeO caso ganhou repercussão após o líder da oposição indiana, Rahul Gandhi, apresentar a foto em uma coletiva de imprensa para ilustrar supostas irregularidades no cadastro eleitoral.
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Gandhi acusou o partido governista BJP e a Comissão Eleitoral da Índia de manipular a lista de eleitores, apontando que cerca de 2,5 milhões de registros eram irregulares, incluindo duplicidades e endereços inválidos.
Para reforçar seus argumentos, Gandhi exibiu slides mostrando a foto de Nery associada a diversos nomes fictícios, afirmando que a mesma pessoa “votava” até 22 vezes em diferentes locais.
O BJP negou as acusações, e a Comissão Eleitoral de Haryana informou que havia solicitado esclarecimentos a Gandhi, sem comentar especificamente o caso de Larissa.
Em entrevista à BBC, a cabeleireira afirmou que descobriu o caso após ser bombardeada por mensagens e ligações de jornalistas indianos.
“Achei que fosse inteligência artificial ou alguma brincadeira. Mas então muitas pessoas começaram a me mandar mensagens ao mesmo tempo e percebi que era real”, disse Larissa.
Ela afirmou que o assédio ficou tão intenso que precisou desativar perfis nas redes sociais e remover o nome do salão onde trabalha para evitar transtornos.
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“Fiquei com medo. Não sei se isso é perigoso para mim ou se falar sobre isso poderia prejudicar alguém lá. Não sei quem está certo ou errado porque não conheço as partes envolvidas”, afirmou a cabeleireira.

há 2 meses
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