Sem entrada e nem financiamento: como juntar R$ 180 mil para comprar um carro?

há 2 meses 20
ANUNCIE AQUI

Um planejamento de médio prazo se faz necessário para o consumidor que está sonhando com um bom carro novo, mas não tem um veículo usado ou qualquer valor para usar como entrada e, sobretudo, não quer entrar em um financiamento – já que o preço médio de um veículo novo ultrapassou R$ 150 mil em 2025.

Pensando em aproveitar a rentabilidade elevada dos produtos de renda fixa – levando em conta a Selic em 15% e o IPCA em 5,67% – Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP e especialista em investimentos, montou simulações de aportes no Tesouro Selic, Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado para juntar R$ 180 mil – que, descontando o Imposto de Renda, possibilitariam a compra à vista de veículos com preço médio entre R$ 160 mil e R$ 170 mil.

Para adquirir o veículo em cinco anos, o investimento mensal necessário, considerando uma rentabilidade média de 1% ao mês, é de aproximadamente R$ 2.100. Se o horizonte for estendido para dez anos, o valor mensal pode cair para cerca de R$ 700.

FERRAMENTA GRATUITA

Simulador da XP

Saiba em 1 minuto quanto seu dinheiro pode render

Leia mais: Consórcio ou financiamento: o que vale mais a pena hoje?

Veja a simulação elaborada pelo especialista para juntar R$ 180 mil em 5 anos com aportes mensais em torno de R$ 2,15 mil:

ProdutoRentabilidadeTaxa mensalAporte mensalPrazo (meses)AcumuladoValor acumulado BrutoValor líquidoIRValor IR
Tesouro SelicSELIC + 0,1014%1,1789%-R$ 2.100,0060R$ 126.000,00R$ 181.734,12R$ 170.587,3020%R$ 11.146,82
Tesouro IPCA+*IPCA + 7,88% aa1,0274%-R$ 2.200,0060R$ 132.000,00R$ 181.265,05R$ 171.412,0420%R$ 9.853,01
Tesouro Pré13,53%1,06%-R$ 2.180,0060R$ 130.800,00R$ 181.696,48R$ 171.517,1820%R$ 10.179,30

Veja a simulação elaborada pelo especialista para juntar R$ 180 mil em 10 anos com aportes mensais em torno de R$ 750:

Continua depois da publicidade

ProdutoRentabilidadeTaxa mensalAporte mensalPrazo (meses)AcumuladoValor acumulado BrutoValor líquidoIRValor IR
Tesouro SelicSELIC + 0,1014%1,1789%-R$ 700,00120R$ 84.000,00R$ 182.960,24R$ 163.168,1920%R$ 19.792,05
Tesouro IPCA+*IPCA + 7,88% aa1,0274%-R$ 780,00120R$ 93.600,00R$ 182.936,12R$ 165.068,9020%R$ 17.867,22
Tesouro Pré13,53%1,06%-R$ 750,00120R$ 90.000,00R$ 180.407,72R$ 162.326,1820%R$ 18.081,54

Vale lembrar que R$ 180 mil reais equivalem a 30% de um apartamento de R$ 600 mil reais, ou seja, se ao final dos dez anos suas prioridades mudarem, é possível dar uma boa entrada em um imóvel próprio.

Segundo Jeff Patzlaff, o Tesouro Direto é uma excelente base para quem quer investir com segurança e previsibilidade, especialmente em um cenário de juros altos como o atual. “Os títulos do Tesouro, como o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA+, oferecem retornos atrativos e são investimentos acessíveis e seguros”, explica.

Cada título tem um papel específico na carteira:

  • Tesouro Selic: protege contra a alta dos juros e mantém rendimento constante em períodos de instabilidade.
  • Tesouro IPCA+: garante que o investimento acompanhe a inflação, preservando o poder de compra caso os preços subam mais do que o esperado.
  • Tesouro Prefixado: oferece previsibilidade e pode gerar ganhos maiores se a taxa de juros cair no futuro.

No entanto, o planejador alerta que concentrar 100% do investimento apenas no Tesouro pode não ser a estratégia mais eficiente para um objetivo de médio prazo, como comprar um carro em 3 a 5 anos. “O ideal é montar uma carteira equilibrada, que combine segurança, liquidez e proteção contra a inflação”, afirma.

Para equilibrar segurança e rentabilidade, Patzlaff sugere uma carteira que misture diferentes títulos do Tesouro (Selic, IPCA e Prefixado) e, se possível, inclua CDBs de bancos médios com rendimento acima de 110% do CDI. “Os CDBs contam com a proteção do FGC até R$250 mil por emissor e CPF, o que ajuda a turbinar os ganhos sem aumentar muito o risco”, destaca.

Essa combinação cria uma carteira adaptada ao cenário econômico atual, com juros elevados e inflação em desaceleração, mas ainda sujeita a oscilações.

Continua depois da publicidade

Atenção: seja realista ao definir o aporte mensal

Patzlaff destaca que o valor a ser investido para atingir um objetivo, como comprar um carro, depende do prazo para a compra e da disciplina financeira de cada pessoa. Ele recomenda que, no máximo, 30% da renda líquida mensal seja destinada a todas as parcelas do orçamento, e sugere que o gasto com o carro não ultrapasse 20% da renda.

Para quem ganha R$ 5 mil líquidos, o ideal é poupar cerca de R$ 1.000 por mês. Já para quem recebe R$ 10 mil líquidos, o valor sobe para R$ 2.000 mensais.

A principal recomendação do especialista é definir um prazo realista e manter a disciplina mensal, ajustando o valor investido conforme a renda e os objetivos pessoais. “A constância é o que faz o plano funcionar”, conclui o especialista.

Continua depois da publicidade

Ler artigo completo