Rotina, contexto e mente limpa: o papel dos hábitos na performance do trader

há 2 meses 18
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Antes de buscar consistência, Thamara Di Lauro precisou aprender algo que não estava nos gráficos: a importância da rotina. Foi ao observar seus próprios hábitos que ela percebeu que a disciplina fora da tela determina o desempenho dentro dela.

Convidada do 1° episódio da 4° temporada do programa Mapa Mental, no canal GainCast, Thamara compartilhou como a criação de uma rotina estruturada e a prática diária de “leitura de contexto” se tornaram ferramentas mentais indispensáveis para sua performance. “Eu costumo dizer assim:

“Eu costumo dizer assim: ‘Me diga a sua rotina e eu te digo como você pensa. Me diga seus hábitos e eu te digo como você pensa’. E os hábitos não só no trade, mas na vida”

A rotina como espelho da mente

Thamara afirma que o trader que não estrutura o próprio dia acaba deixando brechas para a autossabotagem. “Trazendo pro trading, um trader que não tem hábitos bem reformulados vai se sabotar muito facilmente”, observa.

Para ela, a rotina é o que sustenta o estado mental ideal para operar. É o momento em que o cérebro se prepara para lidar com a incerteza do mercado e se blindar contra impulsos. “A consistência começa muito antes do pregão. Se você acorda no caos, você vai operar no caos”, resume. 

Por isso, cada etapa de seu dia é planejada: do momento em que liga o computador até o instante em que revisa suas anotações após o fechamento.

“Eu tenho um hábito na frente da tela todos os dias, que é essa coisa de ler o contexto mesmo, ler o contexto macro, ler o contexto micro, fazer o que eu chamo de calibragem”

Leitura de contexto: o antídoto do viés

A calibragem, segundo Thamara, é o processo de reavaliar constantemente o mercado para evitar que o cérebro crie “certezas ilusórias”. “O viés faz a mente criar uma certeza do que não existe”, alerta. 

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Por isso, ela revisa o contexto a cada meia hora de pregão. “A cada 30 minutos de pregão, eu releio todo o contexto para quebrar essa coisa do viés”, conta. Esse hábito impede que a mente se prenda a uma narrativa e perca a capacidade de enxergar o mercado como ele realmente é.

Thamara afirma que o viés cognitivo é uma das principais armadilhas do trader.

“Nós, como day traders, temos que estar prontos para comprar ou vender. E eu demorei muito para entender isso, porque eu queria ter um viés do dia. Pra que isso? Não precisa disso”

Mente limpa, execução precisa

Thamara destaca que o mercado não é sobre adivinhar, mas sobre interpretar. Ela diz que essa clareza só vem quando o trader opera com a mente limpa e livre de ruído.

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Segundo ela, o estado emocional com que o trader inicia o pregão costuma determinar o resultado do dia. Por isso, reforça que preparação e foco mental são tão importantes quanto a técnica. 

Mais do que rotina, o que Thamara construiu foi um sistema mental de lucidez. Ela entende que a clareza emocional e cognitiva é o alicerce da boa execução, e que manter a mente limpa é o que permite decisões precisas sob pressão.

Disciplina como liberdade

Para Thamara, a rotina é o que devolve o poder de decisão ao trader. Quando há clareza e estrutura, explica, o operador deixa de reagir ao mercado e passa a agir de forma consciente.

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A consistência, para ela, não é um destino, mas o reflexo dos hábitos que se repetem diariamente. Em um ambiente dominado por ruído, incerteza e impulso, a mente limpa e a rotina estruturada são o que sustentam o trader no jogo longo.

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