Rodoanel liberado após quase 5 horas; suposta bomba em carreta era simulacro

há 2 meses 17
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O Rodoanel Mário Covas foi totalmente liberado no fim da manhã desta quarta-feira (12), após quase cinco horas de interdição provocada por uma falsa ameaça de bomba em uma carreta no km 44, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Segundo a Polícia Militar, o artefato encontrado dentro do caminhão era apenas um simulacro.

Segundo o capitão Leonardo Simões, porta-voz da PM, a análise técnica do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) confirmou que o material não apresentava risco de explosão.

A principal linha de investigação é de que o caminhoneiro tenha sido vítima de sequestro durante um roubo de carga, e não de um surto, como chegou a ser cogitado nas primeiras horas da ocorrência.

“O fato de o motorista estar com as mãos amarradas e o vidro do caminhão trincado reforça a versão de que ele foi rendido”, explicou o oficial à GloboNews.

Resgate e liberação da via

O bloqueio começou por volta das 5h25, no sentido Presidente Dutra, quando o motorista informou à concessionária SPMar que havia sido abordado por três homens armados, amarrado junto a uma suposta bomba e obrigado a atravessar o veículo na pista.

Equipes do Gate chegaram ao local de helicóptero às 8h20 e iniciaram a operação de resgate. Vestido com traje antibombas, um policial retirou o motorista da cabine às 9h20, e o artefato foi removido cerca de 40 minutos depois.

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A pista foi totalmente liberada às 10h15, após a carreta ser retirada da via. Segundo a SPMar, o congestionamento chegou a 30 quilômetros nos dois sentidos.

Estado de saúde do motorista

Após o resgate, o caminhoneiro, que desmaiou ao ser retirado da cabine, foi colocado em uma maca e levado de ambulância ao Hospital Geral de Itapecerica da Serra. O estado de saúde dele não foi divulgado até o momento.

O veículo, pertencente à empresa Sitrex, especializada em transporte rodoviário, havia saído do Acre e seguia sem carga em direção a São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Imagens aéreas mostraram marcas de impacto no para-brisa da carreta, indicando que pode ter havido tentativa de disparos durante o sequestro.

A Polícia Civil deve assumir as investigações para apurar a autoria e as circunstâncias do crime.

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