Reviravolta na Bolsa: RD Saúde sai de forte queda para alta na sessão pós-3T; entenda

há 2 meses 21
ANUNCIE AQUI

As ações da RD Saúde (RADL3), dona das redes de farmácias Raia e Drogasil, tiveram uma sessão de montanha-russa na Bolsa brasileira, marcando o dia pós-balanço. Após chegarem a cair 5,75% (R$ 18,36) no começo do pregão, os papéis passaram a subir durante a tarde. Na reta final do pregão, os ativos RADL3 avançavam 4,47%, a R$ 20,35.

Os resultados da RD Saúde foram considerados positivos, ainda que frustrando levemente as expectativas, fazendo com que as ações titubeassem no início do pregão. Contudo, o maior ânimo do mercado e a visão de números fortes predominaram.

“A RD Saúde apresentou resultados sólidos no 3º trimestre, ainda que ligeiramente abaixo das projeções do Bradesco BBI. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), ficou 3% e o lucro líquido 4,5% abaixo das estimativas, após ajustes por ganhos não recorrentes de imposto”, destaca o BBI. O lucro líquido ajustado, porém, atingiu R$ 376 milhões, superando em 5% o consenso da Bloomberg.

Análise de Ações com Warren Buffett

O destaque foi a aceleração das vendas no varejo, com alta de 15,5% na comparação anual (versus 13% no 2T25), impulsionadas por Vendas nas Mesmas Lojas Maduras, ou MSSS, (+7,8%) e digital (+62%), beneficiadas pelo GLP-1 (medicamentos que ajudam a reduzir os níveis de açúcar no sangue e promovem a perda de peso).

Leia também:

A categoria HPC (Higiene e Cosméticos) também avançou (+11% versus +8,3% no trimestre anterior). A margem Ebitda manteve-se estável em 7,5%, enquanto o ciclo de caixa melhorou para 57 dias, refletindo redução de estoques.

Continua depois da publicidade

A XP também ressaltou as tendências positivas no varejo, mas altas expectativas e posicionamento poderiam representar um risco.

“Analisando o negócio principal, vemos as tendências favoráveis ​​esperadas confirmadas, com aceleração do MSSS principalmente devido ao GLP-1, mas com contribuição também do HPC, e melhores tendências de margem comparáveis ​​mais normalizados e despesas gerais e administrativas controladas”, apontou a casa.

Os analistas da XP também ponderaram que altas expectativas e posicionamento, juntamente com uma avaliação premium, poderiam levar a uma reação negativa no pós-balanço, já que os desafios da 4Bio devem persistir no curto prazo, o que representa um risco de queda para as estimativas da RD.

O Itaú BBA também viu a RD Saúde lidando com as altas expectativas, destacando o Ebitda 3% abaixo do que esperava.

“Os números gerais foram bons, mas vimos muitos investidores comprando ações da RADL3 nas últimas semanas com expectativas bem maiores para o trimestre, que acabaram não se concretizando e devem gerar alguma pressão de curto prazo sobre as ações”, apontou em relatório logo após a divulgação do balanço.

Mas, no geral, excluindo a 4Bio (que apresentou uma queda significativa na receita após perder um grande contrato de distribuição), o crescimento da receita continuou a melhorar (varejo +15,5% ao ano) e o BBA avalia que essa será a tendência nos próximos trimestres.

Continua depois da publicidade

Os temas estruturais permanecem em movimento: a margem bruta do varejo continua sob pressão e o HPC continua perdendo relevância no mix geral, embora em ritmo mais lento.

Para o BTG Pactual, este foi mais um conjunto sólido de resultados no 3T25, com crescimento de SSS acima das expectativas (9,7% vs. previsão de 8%) e inflação de medicamentos, margem Ebitda estável e leve surpresa positiva no lucro líquido

As categorias de medicamentos de marca e genéricos cresceram 21% e 19,5% a/a, respectivamente, enquanto medicamentos sem prescrição e HPC (Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) subiram 10,5% e 11%. Houve abertura líquida de 82 lojas no trimestre e o market share consolidado subiu 0,8 ponto percentual, para16,8%. O canal digital representou 26,7% das vendas, somando R$3 bilhões.

Continua depois da publicidade

“A companhia continua vista como defensiva e geradora de valor no longo prazo, com lucros projetados de R$1,6–1,7 bilhão em 2026, sustentados por maturação de lojas, genéricos e expansão omnicanal”, reforça o banco.

Ler artigo completo