Relatório aponta influência negativa de Fernandinho Beira-Mar em presídios federais

há 2 meses 19
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Um relatório da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) aponta que o traficante Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, exerce influência negativa sobre outros presos nas penitenciárias federais de segurança máxima. As informações são do jornal Extra.

O documento, de caráter interno e atualizado anualmente, é datado de 5 de fevereiro de 2021 e classifica Beira-Mar como um detento “que tenta manipular e coagir outros internos”, recorrendo, segundo o texto, à “oferta de ajuda financeira” como forma de influência.

Beira-Mar foi o primeiro preso transferido para o sistema penitenciário federal, inaugurando em 2006 a unidade de Catanduvas (PR), a primeira de segurança máxima do país. Desde então, tem passado por diferentes presídios federais.

O relatório também recupera informações de um dossiê elaborado pela inteligência da Senappen em 2018, que cita episódios ocorridos entre 2014 e 2016, quando o preso estava na penitenciária federal de Porto Velho (RO).

À época, o órgão apontava indícios de que o traficante teria burlado normas de segurança e continuado a “cometer crimes” de dentro da prisão, utilizando familiares e advogados para manter contatos externos.

A Senappen, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, afirmou em nota que todas as comunicações dentro das penitenciárias federais são monitoradas em tempo real, mediante autorização judicial.

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O órgão reforçou que o sistema foi criado justamente para neutralizar a influência e a articulação de lideranças criminosas, com base em isolamento individual, vigilância constante e controle disciplinar rigoroso.

Segundo a secretaria, o modelo federal de encarceramento segue padrões técnicos elevados e cumpre de forma estrita a Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984). O órgão acrescentou que o isolamento em celas individuais e a ausência de contato direto entre detentos reduzem significativamente o risco de articulação de atividades externas.

Beira-Mar cumpre pena por tráfico de drogas, homicídio e formação de organização criminosa, e é considerado um dos principais fundadores do Comando Vermelho, facção de origem carioca que mantém presença em diversos estados do país.

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