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Quando o assunto é a recarga de carros no condomínio, as dúvidas já surgem no início da conversa. Será que a rede aguenta? Se eu não tenho carro elétrico, vou pagar junto com quem tem? O síndico precisa aprovar?
Embora pareça algo simples, a instalação exige mais planejamento e cuidado do que se pode imaginar. Mais do que escolher o carregador, é preciso entender como ele se encaixa na realidade elétrica do condomínio.
Daniela Vlavianos, do Arman Advocacia, resume bem esse cenário, ao lembrar que “os moradores têm o direito de instalar carregadores elétricos, mas precisam seguir padrões de segurança e autorizações internas”. Com informação clara, o processo fica mais simples: o morador sabe como apresentar o pedido, o síndico consegue organizar as etapas e o prédio mantém a segurança.
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A seguir, você verá cinco pontos práticos que ajudam a iniciar essa jornada sem improvisos. Os aspectos técnicos foram abordados segundo orientações da WeCharge, empresa especializada em infraestrutura para recarga de veículos elétricos.
1 – Por que instalar um carregador elétrico não é só “puxar um fio”?
Quando alguém compra um carro elétrico, a primeira ideia costuma ser instalar uma tomada mais forte na vaga para resolver o problema.
Só que isso não funciona na prática, por um motivo simples: a rede elétrica do condomínio foi pensada para atender elevadores, iluminação, bombas d’água e o consumo dos apartamentos. Logo, carregar vários veículos por horas seguidas teria que estar dentro dessa conta desde o início do projeto.
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Um carregador demanda energia de forma contínua e em potência alta. Por isso, quando alguém tenta improvisar, aumenta o risco de sobreaquecimento e quedas de energia que acabam atingindo o prédio inteiro.
Esse entendimento é o ponto inicial para evitar frustração. A recarga de carros no condomínio é perfeitamente possível, mas o processo envolve etapas que garantem segurança e funcionamento adequado.
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2 – O papel do engenheiro eletricista e o estudo de viabilidade
O primeiro passo prático é contratar um engenheiro eletricista credenciado no CREA para fazer um estudo de viabilidade. Esse trabalho vai mostrar para o condomínio quantas unidades podem ser instaladas sem risco, o tipo de cabo necessário e os ajustes a se fazer no local, se for o caso.
A análise técnica evita erros que só aparecem quando vários moradores passam a pedir recarga de carros no condomínio ao mesmo tempo, e ajuda a esclarecer dúvidas ao embasar conversas entre o síndico e os moradores.
Mesmo quando o carregador é instalado na vaga privativa, o condomínio precisa aprovar o projeto, pois toda mudança elétrica afeta a estrutura coletiva. Nesse caso, o engenheiro apresenta o estudo, o síndico avalia e a assembleia formaliza a autorização, se essa for a regra condominial.
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Segundo Daniela Vlavianos, se alguém instala sem a devida autorização ou fora das normas técnicas pode vir a responder por danos causados aos moradores ou a terceiros no caso de problemas.
“Além disso, o regimento interno do condomínio pode prever multas se houver descumprimento das regras de segurança”, diz a advogada.
4 – Como dividir os custos da recarga sem conflitos
Na prática, quem usa a energia é quem deve pagar por ela. Quando o carregador é individual, o mais indicado é instalar um medidor exclusivo ou seguir um cálculo transparente, baseado na potência e no tempo de uso.
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Como explica Daniela, “Quando a iniciativa parte do morador, ele deve assumir as despesas. Mas se o condomínio decidir implantar infraestrutura comum, o custo precisa ser aprovado pelos condôminos conforme as regras de obras necessárias”.
A falta de controle nas áreas comuns pode virar um problema, alerta Lucas Monteiro, coordenador comercial da WeCharge. “Como a garagem é um espaço coletivo, o consumo de energia acaba sendo rateado entre todos os condôminos, inclusive entre os que não têm carro elétrico.”
Para resolver esse ponto, ele sugere que o condomínio opte por plataformas de cobrança individual, que registram o consumo real de cada usuário, evitando disputas sobre valores no boleto.
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5 – Balanceamento de carga: a tecnologia que evita sobrecarga da rede
O balanceamento de carga é um sistema que monitora o consumo do prédio e ajusta automaticamente a potência destinada aos carregadores. Se o consumo geral sobe (em um dia quente, com ar-condicionado e elevadores funcionando), o carregador reduz a potência para manter a estabilidade da energia, explica Lucas Monteiro.
Esse recurso permite instalar mais carregadores sem sobrecarregar a rede ou exigir reforço imediato na infraestrutura.
Resumindo:
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| 1. Não é só “puxar um fio” | Queda de energia e superaquecimento. | Seguir projeto e limites da rede. |
| 2. Estudo com engenheiro | Instalação travada e risco técnico. | Engenheiro CREA e viabilidade. |
| 3. Aprovação do condomínio | Danos, responsabilidade e multas. | Apresentar projeto e seguir regras. |
| 4. Custos sem conflitos | Todos pagando por poucos. | Medidor ou cobrança individual. |
| 5. Balanceamento de carga | Rede sobrecarregada. | Sistema que controla a potência. |

há 2 meses
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