Ransomware para Linux está rodando em Windows

há 2 meses 18
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O grupo de ransomware Qilin está utilizando o subsistema Windows para Linux (WSL) para executar, em ambientes Windows, ransomware projetado para Linux. O alerta é da empresa de segurança Trend Micro. Na semana passada, a empresa divulgou uma análise de um ataque no qual um ransomware em Linux foi implantado contra um ambiente Windows. Inicialmente, faltavam informações sobre como exatamente o arquivo Linux foi executado nos computadores, mas em uma atualização, a Trend Micro informou que isso foi feito por meio do WSL.

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O Subsistema Windows para Linux (WSL) permite que executáveis ​​Linux sejam executados diretamente em um sistema Windows, sem a necessidade de uma máquina virtual, por exemplo. De acordo com a empresa, os atacantes habilitaram ou instalaram o WSL nos sistemas visados, preparando o ambiente para rodar o malware baseado em Linux.

Essa abordagem incomum combina ferramentas legítimas de gerenciamento remoto com o WSL, para implantar malware multiplataforma, contornando os controles de segurança tradicionais focados no Windows. O método de execução é notável, visto que a maioria dos sistemas de detecção de endpoints não está configurada para monitorar binários Linux, especialmente quando executados por meio de ferramentas legítimas de gerenciamento remoto.

Os atacantes utilizam três técnicas para obter acesso aos sistemas de suas vítimas. Essas técnicas incluem spear phishing, credenciais de login válidas, possivelmente roubadas anteriormente ou obtidas por meio de ataques de força bruta, e CAPTCHAs falsos. Esses métodos enganam os usuários da internet, levando-os a resolver um CAPTCHA ao executar um comando no sistema. Na realidade, isso instala malware.

Assim que os atacantes obtêm acesso a um sistema, eles copiam o ransomware Linux para ele usando o WinSCP. Em seguida, utilizam a ferramenta de gerenciamento remoto Splashtop para executar o ransomware no ambiente WSL do sistema. De acordo com a Trend Micro, 700 organizações em 62 países já foram atacadas com sucesso pelo grupo de ransomware Qilin este ano.

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