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Rafaela Plachi
9 de nov, 2025, 05:00
Enquanto o mundo se despediu de Toni Kroos na Eurocopa de 2024, um “herdeiro” improvável do meio-campista alemão segue em ação. Não na Europa, mas nos gramados da Série B do Brasileirão.
De olho no retorno à elite, o Atlético-GO tem em seu elenco um jogador que chama atenção. Apelidado por torcedores de “Toni Kroos de Goiânia", o meio-campista Ronald Falkoski ganhou a torcida com bons jogos, um visual que lembra o ídolo do Real Madrid e uma história que vai além das quatro linhas.

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Aos 23 anos, o gaúcho de Santo Antônio da Patrulha vive um dos melhores momentos da carreira. Peça importante na briga pelo acesso, quer levar o Dragão de volta à elite, mas também sonha alto: vestir a camisa da seleção brasileira. Ou até mesmo a da Polônia, país de onde vem sua família.
“Jogar na seleção brasileira é o sonho de toda criança, e eu consegui realizar nas categorias de base. Ganhar o Sul-Americano, com a minha família no estádio e fazendo o gol da classificação para o Mundial, foi inesquecível”, contou o jogador ao ESPN.com.br
Naquela geração vitoriosa do Brasil, Ronald dividiu o vestiário com nomes hoje conhecidos, como Vitor Roque, Arthur (Bayer Leverkusen) e Giovani, ex-Corinthians.
“A gente sempre teve um carinho muito grande. Não tinha vaidade, todo mundo jogava pela seleção. O grupo era muito unido, e isso fez a diferença".
Revelado pelo Grêmio, Ronald viveu outro capítulo marcante em 2022, quando estreou pelo clube do coração com o gol que deu a vitória ao tricolor.
“Foi um dos dias mais especiais da minha vida. Eu nem tinha contado pra minha família que ia começar jogando, eles descobriram no estádio”, relembrou o volante, lançado por Renato Gaúcho.
Melhor momento da carreira
Após deixar o Grêmio, o meio-campista se transferiu para o Atlético-GO e precisou se adaptar a uma nova rotina.
“O clima de Goiânia é muito seco, foi difícil no começo. Eu não conseguia dormir, meu nariz sangrava. Minha estreia foi às 16h, com solzão e calor. Mas agora já estou bem adaptado”, brincou.
Assim que Ronald chegou, o time goiano embalou uma sequência de sete jogos sem perder e voltou a ter chances reais de retornar à elite, consolidando o volante como uma das peças-chave do meio-campo do Dragão. O apelido de “Toni Kroos da Série B”, segundo ele, veio do torcedor.
“Acho que é mais pela estética mesmo, por eu parecer um pouco com ele. Mas fico feliz, porque ele é um jogador que me inspira. Se eu tiver metade da carreira dele, já vai ser incrível".
Mesmo com o bom humor, Ronald mantém os pés no chão.
“A Série B está em um nível muito alto. Até o décimo segundo tem chance de subir. Temos algumas finais pela frente e precisamos ganhar todas. O Atlético é um clube grande e merece voltar para a Série A. Vamos lutar até o fim".
Jogar na Polônia?
De raízes polonesas, Ronald carrega no sobrenome uma herança que também pode mudar seu futuro.
“Meu tataravô fugiu da guerra e veio para o Brasil. A colônia onde eu nasci é cheia de poloneses. Tenho muito orgulho disso, por ser um povo trabalhador e aguerrido”, contou o jogador, que está em processo para obter a cidadania polonesa.
“Seria um sonho jogar pela Polônia, pela minha família e pelos meus avós, que tinham o sonho de conhecer o país. Quero honrar esse sobrenome. E se um dia eu tiver a chance, vou com muito orgulho".
E caso um dia o destino o coloque frente a frente com o Brasil?
“Se eu jogasse contra o Brasil e vencesse, eu não comemoraria. Tenho muito respeito, porque sou brasileiro e devo tudo à minha vida aqui".
Enquanto o Toni Kroos original já pendurou as chuteiras, o da Série B segue em campo e sonha com o mesmo palco que o alemão brilhou: uma Copa do Mundo. Seja com a amarelinha do Brasil ou com o vermelho e branco da Polônia.
Com Ronald em campo, o Atlético-GO volta a campo contra o Criciúma, neste domingo (9), às 17h (de Brasília), no Estádio Heriberto Hülse, pela 36ª rodada, com transmissão ao vivo do Disney+.

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