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Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira (3), mostra que 72% dos moradores do Rio de Janeiro são favoráveis a equiparar facções criminosas a organizações terroristas.
O levantamento foi realizado após a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, em 28 de outubro, que deixou 117 mortos e reacendeu o debate sobre o combate ao crime organizado.
O estudo ouviu 1.500 eleitores fluminenses, entre 30 e 31 de outubro, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Segundo o levantamento, 23% se disseram contrários à proposta e 5% não souberam ou preferiram não responder.
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Apoio mais forte na direita
Entre os que se identificam como “direita não bolsonarista”, o apoio à medida chega a 95%. A adesão também é alta entre bolsonaristas (91%), independentes (74%), lulistas (49%) e eleitores de esquerda não lulista (36%).

A pesquisa também revela que 85% defendem o aumento das penas para homicídios cometidos a mando de facções e 72% são contrários a flexibilizar o acesso a armas de fogo.
Segundo o levantamento, 82% dos entrevistados acreditam que líderes de facções influenciam a eleição de deputados e, por isso, raramente são presos. Além disso, 80% afirmam que o verdadeiro poder das facções está nos bairros ricos, e não nas favelas.
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PM ganha confiança
A confiança na Polícia Militar cresceu 7 pontos percentuais em dois anos, passando de 65% em 2023 para 72% em 2025.
As Forças Armadas seguem como a instituição mais confiável entre os fluminenses, com 83% de aprovação, enquanto o Poder Judiciário perdeu credibilidade, caiu de 67% para 61% no mesmo período.
A confiança é mais alta entre eleitores de direita e independentes, enquanto o Judiciário tem melhor avaliação entre os grupos de esquerda.
Os resultados surgem em meio ao avanço da pauta antifacção no Congresso. O governo federal, que apresentou um projeto de lei endurecendo penas contra o crime organizado, se opõe à proposta de classificar facções como grupos terroristas, defendida por governadores de direita, como Cláudio Castro (PL) e Ronaldo Caiado (União Brasil).
O Palácio do Planalto teme que a mudança abra brechas para sanções estrangeiras ou interferência internacional em ações de segurança pública, como ocorre em países onde os EUA designaram organizações como “narcoterroristas”.

há 2 meses
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