PL Antifacção, emprego ADP, Home Depot, falas do Fed e mais destaques desta 3ª

há 1 mês 12
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A Câmara dos Deputados se prepara para votar nesta terça-feira (18) o projeto de lei Antifacção, apontado pelo presidente da Casa, Hugo Motta, como a iniciativa mais dura já apresentada pelo Parlamento contra o crime organizado. Motta confirmou a votação em mensagem publicada nas redes sociais e afirmou que a proposta combina firmeza com garantias institucionais, prometendo penas maiores para integrantes de grupos criminosos e mais obstáculos para que esses condenados retornem às ruas. O texto também cria bancos nacional e estaduais de dados sobre organizações criminosas.

A proposta foi enviada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, mas está nas mãos do deputado Guilherme Derrite, do Partido Progressistas de São Paulo, que está licenciado do cargo de secretário de Segurança paulista. A condução de um projeto sensível por um integrante da oposição trouxe tensão adicional às negociações. O projeto será o único item da pauta da terça, o que amplia o peso político da votação.

A expectativa era de que o texto tivesse sido votado na semana passada. Depois de duas tentativas frustradas e quatro versões de relatório, a análise foi adiada por falta de acordo. Mesmo com a versão mais recente, integrantes do governo apontam problemas de técnica legislativa e brechas que, na avaliação deles, poderiam ajudar faccionados. Parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro defendem que facções sejam classificadas como terroristas, algo rejeitado pela base do governo e ausente do relatório atual.

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Governadores alinhados à direita pediram que o debate continue por mais 30 dias. A bancada do Partido Liberal também tenta adiar a votação para manter o tema em discussão e ganhar espaço político num assunto que costuma mobilizar a opinião pública. Uma das grandes divergências está no financiamento da Polícia Federal, cuja sigla PF aparece em trechos contestados do documento. Outro ponto é a definição de facção criminosa, que segue gerando disputas jurídicas e políticas.

A tensão migrou para as redes sociais. Postagens de apoiadores do governo miram Derrite e Motta e criticam trechos que mexem com a Polícia Federal.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, às 9h15, será divulgado o relatório da ADP, que mede a criação de vagas no setor privado americano. Às 11h15 sai a produção industrial, indicador usado como termômetro da atividade econômica. A partir de 12h30 o vice-presidente de supervisão do Federal Reserve, Michael Barr, fará um discurso acompanhado de perto por investidores. Às 13h será a vez de Thomas Barkin, integrante do Comitê Federal de Mercado Aberto, chamado de Fomc e responsável por definir a taxa de juros dos Estados Unidos.

No campo corporativo, os investidores acompanharão de perto os resultados da varejista Home Depot, que serve como espécie de termômetro do setor.

Agenda

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa às 9h30 da primeira sessão da 63ª reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) – Parte I, no Edifício-Sede do BC, em Brasília. A agenda é fechada à imprensa.

Na agenda presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugura às 11h a Ponte de Xambioá, sobre o rio Araguaia, que conecta Tocantins ao Pará. À tarde, no Palácio do Planalto, Lula recebe às 15h40 o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick. Em seguida, às 16h, reúne-se com o ministro da Defesa, José Múcio. Às 17h, o presidente encontra a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

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Às 9h, Fernando Haddad, ministro da Fazenda, se reúne com Margareth Menezes, Ministra de Estado da Cultura.

  • EUA
  • 9h15 – ADP
  • 11h15 – Produção industrial
  • 12h30 – Discurso de Barr, vice-presidente de supervisão do Fed
  • 13h – Discurso de Barkin, membro do Fomc

INTERNACIONAL

Brasil e Paraguai acertaram retomar, na primeira quinzena de dezembro deste ano, as negociações sobre o Anexo C de Itaipu, após o impasse criado pela revelação de operações da Agência Brasileira de Inteligência em território paraguaio. Em nota conjunta, os chanceleres Mauro Vieira e Rubén Ramírez Lezcano informaram que o governo brasileiro entregou o relatório pedido por Assunção e que o Paraguai considera o episódio encerrado. Com o gesto, os dois países voltam a discutir o principal tema paralisado desde o começo da crise, que envolve regras financeiras e operacionais da usina binacional.

ECONOMIA

Comportamento da economia

O IBC Br, indicador do Banco Central que antecipa o comportamento da economia, caiu 0,20% em setembro frente a agosto, acima da retração prevista por analistas.
No terceiro trimestre, a atividade encolheu 0,9% em relação aos três meses anteriores, enquanto economistas ouvidos pela Reuters esperavam queda mensal de 0,10%.
Na comparação com setembro do ano passado, o índice avançou 2% e acumula alta de 3% em 12 meses.

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POLÍTICA

Confiante

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a votação do marco legal do combate ao crime organizado (PL 5582/25) será a a mais importante do ano. Motta disse estar confiante na aprovação do texto nesta terça-feira (18) no Plenário. Segundo o presidente da Câmara, o texto está sendo discutido entre o relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), os líderes partidários, governo e representantes das forças de segurança para que se chegue a um consenso. Uma quarta versão do parecer de Derrite foi apresentado aos parlamentares.

G20

Lula conversou por cerca de 40 minutos com Cyril Ramaphosa e reiterou o apoio do Brasil às iniciativas da África do Sul no G20, sobretudo ao trabalho do Grupo de Especialistas em Desigualdade. A ligação ocorreu após tensões entre Pretória e os Estados Unidos, já que Donald Trump decidiu não enviar representantes à cúpula após a aprovação da lei sul africana de desapropriação de terras. Lula também tratou da cooperação com países africanos, citou planos de parceria tecnológica agrícola com a Embrapa e lembrou que visitará Moçambique antes da reunião do G20.

Sessão cancelada

A CPI do INSS cancelou a sessão desta segunda feira após o empresário Thiago Schettini, citado na Operação Sem Desconto da Polícia Federal, obter habeas corpus do Supremo Tribunal Federal e o ex coordenador Jucimar Fonseca da Silva apresentar atestado médico. Silva faltou também à perícia do Senado e é alvo de 11 requerimentos de convocação, o que levou a comissão a preparar recurso contra o habeas corpus e pedir sua condução coercitiva. O cancelamento ocorre dias depois de a PF prender o ex presidente do INSS Alessandro Stefanutto e outras oito pessoas em nova etapa da investigação.

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Ata de rejeição

O Supremo Tribunal Federal publicou a ata que formaliza a decisão unânime da Primeira Turma que rejeitou o recurso de Jair Bolsonaro e dos demais réus do núcleo central da trama golpista. Com isso, segue valendo a condenação já imposta, e a expectativa é que o processo seja concluído em dezembro, com início do cumprimento das penas em 2025, embora ainda não haja definição sobre onde Bolsonaro poderia cumprir eventual regime fechado. Também tiveram recursos negados Walter Braga Netto, Almir Garnier Santos, Paulo Sérgio Nogueira, Alexandre Ramagem, Augusto Heleno e Anderson Torres, enquanto Mauro Cid não recorreu por ter firmado acordo de colaboração.

CORPORATIVO

XP Inc.

A XP Inc., listada na bolsa americana Nasdaq e negociada no Brasil por meio de BDR (Brazilian Depositary Receipt), registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,33 bilhão no terceiro trimestre de 2025, alta de 12% em um ano. O lucro por ação, também chamado de EPS, subiu 13%, enquanto o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 23%. A empresa encerrou o período com R$ 1,9 trilhão em ativos de clientes, somando AuM e AuA (ativos sob gestão e ativos sob administração), beneficiada por captação líquida, chamada de NNM (Net New Money), de R$ 20 bilhões no varejo.

(Com Agência Brasil, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo)

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