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(Bloomberg) — A Pfizer (PFIZ34) concordou em comprar a Metsera por até US$ 10 bilhões, superando a Novo Nordisk em uma acirrada disputa de propostas, após a oposição regulatória dos EUA ter frustrado a oferta concorrente da farmacêutica dinamarquesa pela startup de medicamentos para obesidade.
A Pfizer elevou sua oferta para até US$ 86,25 por ação, igualando uma proposta revisada da Novo em 6 de novembro. A empresa americana concordou em pagar US4 65,60 por ação em dinheiro e até US$ 20,65 dólares condicionados a certos marcos, informou a Metsera em comunicado na sexta-feira.
A Metsera citou uma ligação da Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) sobre riscos potenciais relacionados à estrutura da proposta da Novo. Por sua vez, a Pfizer já havia obtido a aprovação da FTC para sua oferta.
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Após “cuidadosa consideração”, a Novo não pretende aumentar sua oferta, disse a empresa dinamarquesa em comunicado neste sábado (8), acrescentando que acredita que a estrutura do acordo de fusão estava “em conformidade com as leis antitruste”.
A Novo afirmou que “continuará avaliando oportunidades para desenvolvimento de negócios e aquisições que atendam aos seus critérios de retorno e alocação de capital e que avancem seus objetivos estratégicos”.
A compra pela Novo teria apresentado “riscos legais e regulatórios inaceitavelmente altos para a Metsera e seus acionistas” devido a preocupações antitruste nos EUA, disse a Metsera. Seu conselho determinou que a nova oferta da Pfizer era “a melhor transação para os acionistas, tanto do ponto de vista do valor quanto da certeza de fechamento”, afirmou a empresa-alvo.
A Pfizer espera concluir a transação logo após a reunião dos acionistas da Metsera em 13 de novembro.
Disputa de lances
O acordo encerra uma notável disputa entre duas das maiores empresas farmacêuticas do mundo, cada uma vendo a Metsera como uma solução para problemas maiores que afetam seus negócios.
A Novo, que fez uma oferta não solicitada pela Metsera em outubro, tem tentado acompanhar a rival Eli Lilly e impulsionar seu preço de ação em queda, enquanto a Pfizer busca uma forma viável de entrar no aquecido mercado de obesidade após várias tentativas frustradas com medicamentos para perda de peso.
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O CEO da Pfizer, Albert Bourla, um negociador agressivo, não gosta de perder e há muito deseja um medicamento para obesidade que possa representar uma grande vitória e substituir as vendas em declínio de seu negócio de Covid. Com a expectativa de que expirações de patentes reduzam as vendas em mais de 15 bilhões de dólares até o final da década, ele está sob pressão para renovar o pipeline da Pfizer.
As ações da empresa caíram drasticamente desde o pico da pandemia, e várias tentativas de desenvolver pílulas para obesidade no pipeline da Pfizer fracassaram nos testes.
O acordo com a Metsera é sobre conquistar a próxima geração de medicamentos para obesidade em um mercado que deve alcançar 100 bilhões de dólares até 2030. A próxima geração de medicamentos deve ter a mesma eficácia ou melhor que a injeção semanal Zepbound da Lilly, mas pode ser administrada com menos frequência ou apresentar menores taxas de náusea e vômito. Um laboratório que oferecer essas melhorias incrementais, porém práticas, pode conquistar uma fatia significativa do mercado a longo prazo.
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A Metsera, fundada em 2022, tem três medicamentos em estágios iniciais a intermediários de desenvolvimento, incluindo remédios que podem ter menos efeitos colaterais ou durar mais do que medicamentos existentes como o Wegovy, da Novo.
A Pfizer inicialmente concordou em comprar a Metsera, sediada em Nova York, por 70 dólares por ação em setembro, antes da Novo surpreender Wall Street com uma oferta maior pela empresa. A Pfizer, que não conseguiu uma ordem judicial para bloquear a oferta da Novo, aumentou sua proposta na segunda-feira, apenas para a Novo melhorar sua oferta.
Enquanto Pfizer e Novo continuavam a elevar as apostas, as ações da Metsera dispararam. As ações da Metsera subiram cerca de 150% desde antes do acordo original de venda para a Pfizer. Na sexta-feira, as ações subiram 2%, para 83,18 dólares na bolsa de Nova York, dando à empresa um valor de mercado de cerca de 8,75 bilhões de dólares.
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No Tribunal de Chancelaria de Delaware, a Pfizer argumentou que a oferta da Novo violava os termos do acordo original porque não se qualificava como uma proposta “superior”. Um juiz negou o pedido da Pfizer para bloquear temporariamente a oferta da Novo. A Pfizer também processou a Novo por questões antitruste em tribunal federal em Delaware, em argumentos que a Metsera chamou de “absurdos”.
A Bloomberg News informou na sexta-feira que a Pfizer havia aumentado sua oferta, que ficou 5 centavos por ação acima da proposta anterior da empresa. O preço anunciado de 86,25 dólares por ação representa um prêmio de 159% em relação aos 33,32 dólares em que as ações da Metsera fecharam no último dia de negociação antes do anúncio do acordo com a Pfizer, em 22 de setembro.
A salvação da Pfizer veio por meio da FTC, que levantou preocupações de que a oferta proposta pela Novo “pode violar as disposições processuais” da lei que exige uma revisão prévia à fusão. A FTC afirmou que não teve problemas com a oferta da Pfizer pela Metsera.
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