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(Imagem: Shutterstock/Montagem: Julia Shikota)
Os preços do petróleo estendem os fortes ganhos da véspera (22) e saltam mais de 5% na manhã desta quinta-feira (23) com uma nova escalada nas tensões geopolíticas.
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Por volta de 11h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para dezembro, tinham alta de 4,90%, a US$ 65,66 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para dezembro subiam 5,21%, a US$ 61,54 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
Os ganhos, porém, foram estendidos após o fechamento regular dos mercados. No pregão eletrônico, os contratos futuros do Brent e do WTI chegaram a saltar mais de 4% em meio a rumores de que ataques à Rússia e uma nova rodada de retaliações dos Estados Unidos contra a China.
O que está acontecendo com o petróleo?
A escalada de tensão geopolítica, com destaque para o conflito entre Rússia e Ucrânia, teve início ainda na tarde da última quarta-feira (22).
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Ontem, o The Wall Street Journal noticiou que o presidente norte-americano, Donald Trump, retirou uma restrição central sobre a Ucrânia, que impedia o uso de alguns mísseis de longo alcance providenciados por aliados Ocidentais, segundo autoridades do governo.
Isso permitiria a Kiev escalar seus ataques contra alvos em território da Rússia e amplia a pressão sobre o Kremlin.
Horas depois da publicação, Trump negou a autorização para o uso de mísseis de longo alcance pelas forças ucranianas. Em uma publicação na rede social Truth, o chefe da Casa Branca afirmou que os EUA “não tem nada a ver com esses mísseis, de onde quer que venham, ou com o que a Ucrânia faz com elas”.
O governo Trump, por sua vez, impôs novas sanções às duas maiores empresas petrolíferas da Rússia, Rosneft e Lukoil, citando “a falta de comprometimento sério da Rússia com um processo de paz para acabar com a guerra na Ucrânia”.
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O Tesouro norte-americano afirmou que estava preparado para tomar outras medidas, conforme pediu a Moscou que concordasse imediatamente com um cessar-fogo na guerra da Rússia na Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022.
“Dada a recusa do presidente Putin em acabar com essa guerra sem sentido, o Tesouro está sancionando as duas maiores empresas petrolíferas da Rússia que financiam a máquina de guerra do Kremlin”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em um comunicado. “Incentivamos nossos aliados a se juntarem a nós e a aderirem a essas sanções.”
O entendimento da Casa Branca é de que os ganhos com a venda de petróleo tem ajudado a Rússia a financiar a guerra na Ucrânia, em meio a tentativas de cessar-fogo frustradas mediadas pelo presidente Trump.
A Grã-Bretanha já havia sancionado as duas petroleiras na semana passada. Além disso, os países que compõem a União Europeia também aprovaram o 19º pacote de sanções à Rússia, que inclui a proibição de importações de gás natural (GNL) russo.
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Na avaliação do UBS, o impacto das sanções no mercado dependerá da reação da Índia — que é o maior comprador de petróleo russo e já se comprometeu a reduzir as compras da commodity em negociações comerciais com os EUA.
Apesar da escalada de tensão, o banco espera que o Brent permaneça na faixa de US$ 60 a US$ 70 o barril, em meio as preocupações com excesso de oferta após os aumentos de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+).
*Com informações de CNBC e Reuters
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