Petrobras (PETR4) divulga balanço nesta quinta; vale comprar agora?

há 2 meses 19
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A Petrobras (PETR4) estará no centro das atenções do mercado nesta quinta-feira (06/11), quando divulgará o resultado do 3º trimestre, logo após o fechamento do pregão. Segundo consenso da Bloomberg, a estatal deve reportar receita líquida de cerca de R$ 118,6 bilhões, com EBITDA ajustado projetado em R$ 57,4 bilhões, o que implica margem EBITDA de 48,4%. O lucro líquido esperado é de aproximadamente R$ 19,6 bilhões, refletindo margem líquida de 16,5%. O trimestre foi marcado por maior volume de exportações e um cenário de preços internacionais do petróleo estáveis, porém voláteis, o que tende a influenciar diretamente a percepção sobre rentabilidade e eficiência operacional da companhia.

Os investidores observarão de perto não apenas os números do trimestre, mas também o tom da comunicação da gestão, especialmente no que diz respeito à política de preços e ao ritmo de distribuição de dividendos — ponto que tem sido determinante para o comportamento recente das ações. A leitura do balanço deverá indicar se a companhia será capaz de sustentar níveis elevados de geração de caixa em meio ao cenário global incerto e às discussões internas de estratégia.

No gráfico, PETR4 atravessa um período de indefinição, após oscilar entre extremos relevantes ao longo de 2025. Depois de registrar a máxima histórica em R$ 36,02, o papel perdeu força e corrigiu até a mínima do ano nos R$ 28,31, nível que se firmou como suporte importante.

Desde então, o ativo vem consolidando em movimento lateral, indicando equilíbrio entre compradores e vendedores, sem tendência predominante. Na última sessão, PETR4 avançou 1,98%, encerrando a R$ 30,85; em novembro, acumula alta de 3,70% — reação que sugere tentativa de recuperação, mas ainda sem confirmação de retomada consistente da tendência de alta.

Para entender até onde o preço das ações da Petrobras (PETR4) pode ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica da Petrobras (PETR4)

No gráfico diário, observa-se que PETR4 negocia dentro de uma faixa consolidada, delimitada entre o suporte em R$ 29,31 e a resistência na região de R$ 31,45 / R$ 32,80. Esse comportamento de congestão tem se mantido por semanas, com oscilações internas que refletem alternância no controle entre comprados e vendidos.

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A recente entrada de fluxo comprador a partir de R$ 29,31 permitiu ao papel retomar as médias móveis curtas, sinalizando melhora no viés de curto prazo. O IFR (14) em 58,60 permanece em zona neutra.

Para consolidar um movimento de retomada, PETR4 precisa romper R$ 31,01 e, sobretudo, superar a média de 200 períodos em R$ 31,45. Esse rompimento seria um gatilho importante, abrindo espaço para os próximos alvos em R$ 32,80, R$ 33,82, R$ 35,38 e, posteriormente, R$ 36,02 (máxima histórica).

Por outro lado, se o ativo perder R$ 30,00 e retornar abaixo de R$ 29,31, volta ao cenário vendedor, com suportes seguintes em R$ 28,31, R$ 26,90, R$ 25,67 e R$ 25,00.

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Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise de médio prazo

No gráfico semanal, o cenário reforça a leitura de lateralidade consolidada, após a correção que se seguiu à máxima histórica. A estrutura permanece neutra, com o papel oscilando próximo às médias móveis, que hoje atuam como barreiras dinâmicas ao avanço.

Para que a Petrobras volte a apresentar uma tendência altista clara, será necessário romper de forma consistente a região de R$ 32,80, o que abriria caminho para R$ 35,38 e o retorno a R$ 36,02.

Por outro lado, caso o ativo perca R$ 29,15 e, especialmente, R$ 28,31, o papel reativa o movimento vendedor, mirando R$ 26,91, R$ 25,09, R$ 23,89 e R$ 21,20.

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O IFR (14) em 50,07 reforça a neutralidade: não há sobrecompra, nem sobrevenda — o mercado aguarda um gatilho de direção.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Suportes e Resistências

PETR4 (Petrobras)

Com base no fechamento do dia 05/11, aos R$ 30,85, as ações da Petrobras contam com:

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  • Suportes de curto prazo em R$ 30,00 (1), R$ 29,31 (2) e R$ 28,31 (3);
    e resistências de curto prazo em R$ 31,01 (1), R$ 31,45 (2) e R$ 32,80 (3).
  • Suportes de médio prazo em R$ 29,15 (1), R$ 28,31 (2) e R$ 26,91 (3);
    e resistências de médio prazo em R$ 32,80 (1), R$ 35,38 (2) e R$ 36,02 (3).

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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