Ouro em alta: guia gratuito para investidores que querem aproveitar o momento

há 3 meses 24
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Diante de um cenário global de incertezas econômicas e tensões geopolíticas, o metal precioso mais tradicional do mundo, o ouro, voltou a ser visto como porto seguro pelos investidores. Tanto que a cotação do ouro hoje reflete esse movimento.

Mas o que explica essa valorização recente e, afinal, é vantajoso investir em ouro neste momento?

De bate e pronto, vale saber que a alta da cotação do ouro é resultado de uma combinação de fatores: inflação persistente nas principais economias, expectativa de queda dos juros nos Estados Unidos, compras recordes de ouro por bancos centrais e um ambiente geopolítico cada vez mais instável.

Nesse contexto, o metal tem se destacado como alternativa para diversificação e proteção patrimonial de longo prazo.

Por que o ouro está em alta?

De acordo com Rodrigo Sgavioli, head de alocação da XP, o ouro sempre ganha destaque em momentos de instabilidade econômica ou política.

“Historicamente, ambientes inflacionários ou de tensões geopolíticas fazem com que o ouro volte à pauta. Isso aconteceu nos anos 1970, quando o metal saltou de cerca de 50 para 800 dólares a onça-troy (unidade de peso usada para medir metais preciosos)”

O atual ciclo de alta, segundo ele, tem múltiplas origens. “Há um mundo pós-pandemia mais inflacionário, bancos centrais comprando grandes volumes de ouro físico e países buscando diversificar reservas diante do risco de sanções econômicas, como ocorreu com a Rússia”, aponta Sgavioli.

Além disso, há um fator conjuntural importante: a expectativa de corte de juros nos Estados Unidos. “Quando o juro real cai, o ouro tende a se valorizar. Essa correlação histórica voltou a se manifestar recentemente”, complementa.

É vantajoso investir em ouro?

Na visão de Sgavioli, investir em ouro pode ser uma boa estratégia de diversificação, mas requer cautela.

“O ouro é um ativo de proteção global, não local. Ele tende a funcionar melhor na parcela internacional da carteira, especialmente para quem investe fora do Brasil”, explica.

Isso porque o ouro protege contra inflação global e choques geopolíticos, mas não oferece rendimento, diferentemente de títulos públicos ou ações que pagam dividendos.

“Ele não gera carrego, não paga juros nem dividendos. Seu retorno depende da valorização do preço”, lembra o especialista.

Por isso, a recomendação é que o ouro represente entre 3% e 10% do portfólio, dependendo do perfil e da exposição do investidor a ativos internacionais.

Vantagens e desvantagens de investir em ouro

Entre as vantagens de investir em ouro, Sgavioli destaca:

  • proteção contra inflação global e desvalorização cambial;
  • diversificação em momentos de crise ou tensões políticas;
  • ativo com oferta limitada, o que tende a preservar valor no longo prazo.

Já as desvantagens de investir em ouro incluem:

  • ausência de rendimento (sem juros ou dividendos);
  • dificuldade em estimar seu “valor justo”;
  • possíveis restrições de liquidez em alguns instrumentos de investimento em que o ouro estiver alocado.

“Durante décadas, o ouro teve desempenho abaixo de outros ativos financeiros. É importante entender que ele é uma peça complementar, e não o protagonista da carteira”

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Ouro hoje: o que esperar daqui pra frente

Para Sgavioli, o cenário ainda é favorável para o ouro no médio prazo.

“Enquanto o juro real americano continuar caindo e as tensões geopolíticas permanecerem elevadas, o ouro deve seguir valorizado”, afirma.

Mas o especialista faz um alerta: “não é uma corrida pelo ouro, e sim uma estratégia de diversificação e proteção”.

Na prática, o investidor que entende o papel do metal na carteira tende a aproveitar melhor seus ciclos de valorização. E sem correr riscos desnecessários.

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