O case de sucesso da Biotrop, de Antônio Carlos Zem, vendida por quase R$ 3 bilhões

há 2 meses 24
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Depois de quase quatro décadas em uma mesma companhia, a americana FMC, do segmento de defensivos químicos, onde chegou a alcançar a presidência, Antônio Carlos Zem decidiu, em 2018, criar a Biotrop, marca que passou a ser referência no mercado de biológicos – no Brasil e no mundo. Tanto que, no início deste ano, deixou o cargo de CEO após vender a estrutura para o grupo belga Biobest, por quase R$ 3 bilhões.

Desde então, ocupa o cargo de conselheiro na BioFirst, holding criada após a negociação para gerir todo o modelo de negócio. Entre posicionamentos firmes, sonhos e desafios, ele foi o convidado do oitavo episódio do podcast Raiz do Negócio, sua estrada entre o campo e a Faria Lima, uma parceria entre o InfoMoney e o The AgriBiz.

Transição para o conselho

“O Brasil está na vanguarda”, de acordo com Zem. E o processo de aquisição da marca pelo grupo Biobest, da Bélgica, corrobora com esta tese do empreendedor de longa data.

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Em novembro do ano passado, o executivo fez um acordo para antecipar sua saída do dia a dia direto da empresa. Antes, existia uma previsão de cinco anos para a transição. Porém, a sucessão – Jonas Hipólito – já estava pronta, no ponto de vista de Zem, e o ‘mosquitinho do empreendedorismo’ o havia acertado por mais uma vez na vida. Ele anunciou estar iniciando um novo negócio.

Do lado belga, um pedido foi feito neste processo: ficar no conselho global. Tópico este que foi atendido pelo empresário brasileiro. Desde então, ele tem feito parte da estrutura da holding BioFirst, criada para gerir todo esse império. “Tem sido muito bom mesmo.”

O momento do agro no mundo

Para Antônio Carlos Zem, o ano tem sido “sofrido” – nas palavras dele – para todo o mundo do agronegócio, não apenas no Brasil. Ele ressalta, porém, que isso é normal, faz parte de ciclos que são vivenciados por diferentes setores da economia – que tradicionalmente acontecem.

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“O mercado cresce cerca de cinco ou seis anos. E aí muita gente pensa que não vai parar de crescer. Mas o ajuste vem – e depois volta a crescer”, explicou o executivo.

Em meio a este contexto, inclusive, ele reforçou a importância de, enquanto o produtor estiver em momentos pujantes, as famosas “vacas gordas”, é essencial começar a se preparar para as “vacas magras”, porque, com os ciclos, elas vêm. “Quem guarda tem.”

Além de mitigar prejuízos em momentos de dificuldades, essa estratégia também auxilia a reduzir as chances de pânico nos anos difíceis, que poderia levar a cortes de relevantes no planejamento, até mesmo destruindo projetos que poderiam ter potencial para médio e longo prazos. Afinal, o mercado, em algum momento, vai retomar a onda positiva. E, caso você não esteja pronto, as fatias maiores vão acabar ficando com os concorrentes.

“Na minha vida, passei por várias crises. Eu tenho 74 anos, vocês podem imaginar. Mas eu nunca parei na crise. Eu sempre acelerei. E, agora, não está sendo diferente. No final das contas, é uma transição”, complementou.

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