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Estrangeiros com obesidade, diabetes e outras doenças crônicas poderão ter o visto negado para entrar nos Estados Unidos, segundo uma nova diretriz do governo Donald Trump obtida pela Associated Press e divulgada nesta terça-feira (11).
A medida amplia a triagem médica e financeira aplicada por embaixadas e consulados, visando evitar que imigrantes se tornem dependentes de programas públicos após se estabelecerem no país.
O documento, emitido pelo Departamento de Estado, determina que os pedidos de visto passem por uma análise mais rigorosa, levando em conta idade, saúde, renda, escolaridade e domínio do inglês.
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Segundo a orientação, as condições de saúde que podem levar à rejeição incluem obesidade, hipertensão, doenças metabólicas e transtornos mentais como depressão e ansiedade, especialmente quando exigem tratamentos de alto custo.
“As novas políticas asseguram que o sistema de imigração não seja um peso para o contribuinte americano”, afirmou Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado.
Avaliação médica e financeira
As restrições se aplicam principalmente a vistos de residência permanente, como o green card, e não afetam turistas ou viajantes temporários.
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Solicitantes deverão apresentar comprovantes financeiros detalhados, como extratos bancários e declarações de patrimônio, para demonstrar que têm condições de se sustentar nos EUA sem recorrer a benefícios sociais.
Funcionários consulares também foram orientados a avaliar a proficiência em inglês dos candidatos durante as entrevistas presenciais e a considerar o uso anterior de programas públicos como fator de risco.
A iniciativa faz parte da estratégia migratória mais rígida de Trump, que desde janeiro tem reforçado controles de fronteira, limitado políticas de asilo e endurecido as exigências para naturalização.
A nova orientação entrou em vigor de forma imediata e já foi distribuída a todas as representações diplomáticas americanas no exterior.

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