Nokia e Ericsson atuam em novo padrão global de vídeo para o 6G

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Foto: Pixabay

As empresas europeias Ericsson e Nokia firmaram parceria com o Instituto Fraunhofer Heinrich Hertz (HHI), de Berlim (Alemanha), para desenvolver o próximo padrão global de compressão de vídeo voltado à era do 6G.

Segundo comunicado conjunto das envolvidas, o objetivo é aprimorar experiências imersivas e transmissões móveis com uma tecnologia de codificação mais eficiente e sustentável.

O Fraunhofer HHI é um instituto de pesquisa especializado em comunicação, codificação e processamento de vídeo. O centro, inclusive, foi cofundador de alguns dos principais padrões de compressão de vídeo usados até hoje.

Um protótipo já foi apresentado pelas organizações. O modelo de testes teria demonstrado eficiência de compressão superior em comparação aos padrões atuais (como H.264/AVC, H.265/HEVC e H.266/VVC), sem exigir mais capacidade de processamento e com menor consumo de energia.

O trabalho conjunto foi submetido aos grupos internacionais responsáveis pela padronização de vídeo: o ITU-T Video Coding Experts Group e o ISO/IEC Moving Picture Experts Group (MPEG). O protótipo recebeu avaliação positiva, o que pode acelerar o processo de análise e decisão sobre o novo padrão.

Novo padrão

Segundo as empresas, o futuro codec deve entrar em operação entre 2029 e 2030, acompanhando o cronograma previsto para o desdobramento das redes 6G. Até lá, o padrão atual, o VVC, continuará sendo a principal tecnologia para experiências avançadas de vídeo e formatos imersivos.

Os casos de uso previstos incluem a codificação de conteúdo profissional, gerado por usuários e por inteligência artificial (IA); codificação de jogos e conteúdo 3D; codificação de conteúdo para consumo por máquinas; e uso automotivo e industrial.

"As tecnologias de vídeo são essenciais para as experiências digitais do futuro. Nossa pesquisa conjunta com a Ericsson e a Nokia demonstra a sólida competência da Europa em tecnologias avançadas de mídia e o papel ativo disso nos esforços globais de padronização", contou o diretor executivo do Fraunhofer HHI, Thomas Wiegand.

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