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A Black Friday 2025, marcada para o dia 28 de novembro, deve consolidar um novo capítulo na história do varejo digital brasileiro. Mais do que um evento de descontos, a data tornou-se um grande teste para a tecnologia dos portais.
Com a infraestrutura para dar conta do alto fluxo resolvida pela computação na nuvem, abre-se agora uma nova era para atingir maior eficiência operacional. O crescimento do uso da Inteligência Artificial (IA) dará ao varejo virtual uma maturidade em seus negócios, com uma ferramenta estratégica de personalização, logística e fidelização de clientes para o resto do ano.
Segundo a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom), o comércio eletrônico nacional deve movimentar R$ 13,34 bilhões este ano, alta de 14,74% em relação a 2024. O número de pedidos deve alcançar 16,5 milhões, com ticket médio de R$ 808,50, e grande parte desse crescimento será sustentada pelo uso de tecnologias baseadas em IA.
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Para Roberto Faria, vice-presidente da Quality Digital, a Black Friday deixou de ser um evento puramente comercial e se transformou em um teste de excelência operacional, saindo a simples guerra de preços e vendas para um patamar de maturidade digital.
“As empresas não vão medir mais o sucesso apenas pelo faturamento, e sim pela eficiência e pela relação de longo prazo com o consumidor. Vender e não conseguir entregar é o início da falência digital de uma marca”, afirma o executivo.
Leia mais: Além do varejo: empresas de serviços usam Black Friday para fidelizar clientes
Pilares
Por isso, ele acredita que a edição de 2025 será um divisor de águas, porque as empresas líderes do mercado digital já estão trabalhando amparadas em três pilares fundamentais:
– Hiperpersonalização, com o uso de IA para criar experiências únicas e orientadas ao perfil do cliente;
– Rentabilidade, garantindo margens sustentáveis mesmo durante o pico de demanda;
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– Eficiência omnicanal, integrando loja física e digital para oferecer uma jornada fluida e previsível.
“Não dá mais para oferecer tudo para todos. A IA permite entender o comportamento do cliente, ajustar preços em tempo real conforme a demanda, prevendo estoque e entregas exatamente como foi prometido na hora da compra. Isso muda o jogo”, explica Faria.
Hiperpersonalização
A inteligência artificial já atua em várias camadas do e-commerce: da recomendação de produtos à precificação dinâmica. Com algoritmos capazes de cruzar dados de estoque, histórico de compras e capacidade logística, os sistemas conseguem sugerir ofertas sob medida, apresentar o frete real e prazos exatos e até ajustar o preço segundo a demanda em tempo real, numa lógica semelhante à de companhias aéreas.
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“A IA analisa o comportamento do consumidor e o contexto da operação em segundos. Se um produto tem alta procura, ela pode ajustar a margem automaticamente. Se está parado no estoque, reduz o preço. É inteligência aplicada à rentabilidade”, explica Faria.
Empresas como a Quality Digital e a Sinatra, que atua com copilotos de IA para detecção de anomalias, vêm levando essa automação para outro nível: identificando falhas em campanhas, erros de precificação e até fraudes internas antes que afetem as vendas.
A startup Sinatra afirma ter evitado mais de US$ 11 milhões em perdas e corrigido erros de preços nos estoques de grandes varejistas.
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