Não é só o consumidor que sofre com golpes na Black Friday; entenda o que é a autofraude e os riscos para o varejo

há 2 meses 15
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Black Friday - Autofraude

Black Friday

Com o avanço do comércio eletrônico e o aumento das transações durante a Black Friday, cresce também a preocupação com um tipo de golpe praticado pelos próprios consumidores.

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A data, que movimenta bilhões de reais e impulsiona as vendas digitais, também chama atenção para uma ameaça menos visível: a autofraude. Diferente das fraudes cibernéticas tradicionais, esse golpe é cometido por clientes reais, que utilizam seus próprios dados — nome, CPF e informações bancárias — para obter vantagens de forma indevida.

O problema preocupa o varejo justamente por não envolver invasões, hackers ou roubo de identidade, mas sim comportamentos oportunistas que se disfarçam de transações legítimas.

O que é a autofraude e como ela acontece

A autofraude é um desafio interno e de difícil detecção. Ela ocorre quando o cliente manipula o sistema em benefício próprio, aproveitando-se de brechas operacionais.

Entre as práticas mais comuns estão:

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  • compras sem intenção de pagamento;

  • manipulação de renda para aprovação de crédito;

  • abuso de políticas de estorno;

  • uso excessivo de cashback;

  • exploração de cupons e promoções.

Isoladas, essas ações podem parecer inofensivas, mas em larga escala representam prejuízos milionários para o setor.

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Um risco que cresce com o aumento das vendas

Autofraude na Black Friday (Imagem: Freepik)

Segundo dados da Serasa Experian, o Brasil registrou quase 3,5 milhões de tentativas de fraude no primeiro trimestre de 2025, o que representa uma alta de 22,9% em relação ao mesmo período de 2024.

Com a previsão de que a Black Friday 2025 movimente R$ 13,34 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM), o alerta está aceso: quanto mais transações, maior a exposição a comportamentos fraudulentos.

Como o varejo pode se proteger

De acordo com Ricardo Wodianer, Customer Success and Growth Manager da Provenir, a autofraude é um tipo de ameaça que exige uma nova mentalidade das empresas.

“A autofraude é um risco invisível, mas com efeitos muito concretos. Ela exige que o varejo vá além da análise de crédito tradicional e adote uma abordagem preditiva e inteligente para proteger suas operações”, afirma.

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Entre as soluções recomendadas estão:

  • Modelos preditivos e machine learning, capazes de identificar inconsistências de renda e comportamento;

  • Análise em tempo real de transações suspeitas;

  • Sistemas de decisão automatizados, que bloqueiam operações antes que causem prejuízos.

Essas ferramentas ajudam a prevenir perdas e a preservar margens de lucro, especialmente em períodos de alto volume de vendas.

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O que o consumidor precisa saber

Mesmo clientes legítimos podem ser impactados pela escalada das fraudes. Com o aumento dos casos, varejistas acabam endurecendo políticas de crédito, devoluções e cashback, restringindo benefícios para quem age de forma correta.

Algumas práticas ajudam a manter a segurança:

  • evitar compartilhar dados pessoais e bancários fora de sites oficiais;

  • não abusar de políticas de devolução e recompensas;

  • manter cadastros e informações financeiras atualizados;

  • desconfiar de promoções que pedem autenticação fora das plataformas oficiais.

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