Mercado se anima com Vale (VALE3) e Weg (WEGE3), mas cenário fiscal ainda preocupa investidor

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A temporada de divulgação dos resultados corporativos no terceiro trimestre de 2025 (3T25) começou a todo vapor, com a Weg (WEGE3) apresentando um resultado melhor que o esperado e o relatório de produção da Vale (VALE3) animando investidores.

No Giro do Mercado, a jornalista Paula Comassetto recebeu Bruno Henriques, diretor-executivo de Research do BTG Pactual, que comentou os números apresentados pelas companhias, que avançam na bolsa no pregão de hoje.

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Sobre a Weg, Henriques classificou o resultado do 3T25 como misto, mas melhor que o esperado. Segundo ele, houve um crescimento de receita um pouco mais fraco, mas margens melhores.

Ele lembrou que o papel se recuperou no último mês, mas ainda acumula queda de mais de 20% no ano. “Para justificar valores mais altos, a empresa precisa entregar mais crescimento e uma recuperação de margem mais consistente”, disse.

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Ainda assim, o especialista reforçou que a Weg segue como uma tese interessante no médio e longo prazo, destacando a capacidade da empresa de se reinventar.

Já em relação ao relatório de produção e vendas da Vale, o especialista afirmou que a companhia apresentou o melhor desempenho operacional em sete anos.

O executivo destacou que os números refletem uma melhora conjuntural, mas a tendência de longo prazo ainda preocupa.

“Acreditamos que o minério de ferro continua arrefecendo ao longo do tempo, com preço de equilíbrio muito mais próximo a US$ 90-95”, afirmou Henriques, ao apontar que isso limita a valorização da ação da Vale.

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Fiscal segue preocupando

Para o diretor-executivo do BTG, o fiscal continua sendo o principal ponto de atenção dos investidores no Brasil.

Segundo ele, a caducidade da MP 1303 adicionou risco às contas públicas e à meta fiscal de 2026, mas o governo tenta contornar a situação ao fatiar a proposta em diferentes projetos de lei.

“As medidas originais da 1303 seguem no formato original, mas o governo está aproveitando projetos de lei que já estavam tramitando para embarcar alguns pontos”, disse.

Henriques avalia que o cenário-base do BTG ainda é o cumprimento da meta fiscal, embora o governo possa recorrer a alternativas para atingir o objetivo.

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“Ele poderia, por exemplo, aumentar a projeção de receitas em leilões de petróleo. Existe uma probabilidade muito baixa de revisar a meta, porque o custo de fazer isso é muito alto”, afirmou.

Apesar das incertezas fiscais domésticas, Henriques vê o ambiente internacional como um fator de sustentação para os ativos brasileiros. Um dos fatores que impulsionam os mercados emergentes é a expectativa de novos cortes de juros nos Estados Unidos.

O programa ainda abordou o desempenho do dólar, dos mercados globais e outros destaques corporativos. Para acompanhar o Giro do Mercado na íntegra, acesse o canal do Money Times no YouTube.

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