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Diversas varejistas listadas na B3 divulgaram seus resultados na noite da véspera, incluindo Méliuz (CASH3), Petz (PETZ3), Vivara (VIVA3) e Guararapes (GUAR3), dona da Riachuelo.
Segundo o Morgan Stanley fatores específicos de cada empresa e de seus respectivos setores estão direcionando os resultados nesta temporada de balanços do varejo brasileiro, enquanto os comentários macroeconômicos e de consumo permanecem mais cautelosos.
Confira as análises:
Análise de Ações com Warren Buffett
Vivara (VIVA3)
Na avaliação do Morgan Stanley, Vivara e Life apresentaram desempenho robusto, com crescimento de 15% vendas e expansão de margem bruta que elevou o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado pré-IFRS16 em 37% na base anual, 14% acima das projeções do banco e do consenso.
Por canal, as vendas em lojas cresceram 16% na comparação ano a ano, enquanto o canal digital avançou 12%.
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A receita líquida subiu 18% na base anual, superando a receita bruta devido a incentivos fiscais e maior produção interna da Life. O lucro bruto aumentou 26% ano a ano, com margem de 71,4%, 1,7 ponto percentual acima da projeção do banco.
O lucro líquido ajustado (sem créditos tributários não recorrentes de cerca de R$ 35 milhões) cresceu 24% em relação ao mesmo período do ano passado
O Morgan Stanley vê a Vivara consolidando ganhos de participação de mercado, ampliando margens por meio de iniciativas internas e com perspectivas positivas, sobretudo após a empresa reforçar que pretende acelerar aberturas de lojas da Life em 2026.
A XP Investimentos também classificou os resultados como fortes no 3º trimestre, com Ebitda acima do esperado, impulsionado pela aceleração da Vivara e pelo aumento das subvenções.
Como a receita surpreendeu positivamente, a margem bruta foi forte e não houve grandes surpresas no capital de giro, a XP já esperava uma reação positiva dos investidores aos resultados. “Embora a desaceleração da Life possa causar algum desconforto, a empresa já possui iniciativas em andamento para lidar com isso, enquanto acreditamos que o forte momento da Vivara deve se sobrepor, sendo um motor mais relevante para a redução dos estoques no 4º trimestre.”
O Bradesco BBI avaliou que os resultados do terceiro trimestre de 2025 da Vivara confirmaram a nova margem bruta positiva estabelecida no trimestre anterior — em torno de 70% a 71% — reflexo de uma boa execução operacional e de um sólido crescimento nas vendas, um desempenho considerado excepcional entre os varejistas de bens de consumo não essenciais no mercado doméstico, com avanço de aproximadamente 15%.
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De acordo com o BBI, as despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A), que eram motivo de preocupação nas prévias devido à base de comparação difícil com o mesmo período do ano anterior, apresentaram um bom resultado e também contribuíram para que o desempenho operacional superasse as expectativas.
Petz (PETZ3)
A receita bruta da Petz cresceu 7% na base anual, e o Ebitda ajustado ex-IFRS16 avançou 13% base anual, em linha com as projeções do Morgan Stanley e do consenso. As vendas mesmas lojas (SSS) subiram 5,3% base anual, estabilidade frente aos trimestres anteriores.
Por categoria, segundo Morgan Stanley, alimentos e higiene/limpeza continuaram sendo os principais motores de crescimento.
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A margem bruta atingiu 39,6% e o Ebitda ajustado ex-IFRS16 ficou em 7,7% da receita, estável trimestre a trimestre. O lucro líquido ajustado teve margem de 2,7%, avanço de 0,8 ponto percentual na base anual, superando levemente as estimativas, sustentado por menor carga tributária.
O Morgan Stanley destaca o bom controle de despesas gerais e a maturação gradual da base de lojas, mas observa que o ambiente competitivo segue desafiador.
Para a XP Investimentos, a varejista reportou resultados melhores no 3º trimestre, com receita em linha com as estimativas, mas com tendências de margem bruta mais fortes, apoiadas por um mix de vendas mais saudável e eficiências operacionais.
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Embora não tenham ocorrido grandes surpresas na dinâmica da receita, a XP disse valorizar as iniciativas da empresa em eficiência de custos e foco na rentabilidade. “No entanto, o cenário competitivo ainda desafiador e o desfecho incerto da fusão com a Cobasi nos levam a manter nossa recomendação neutra”, pontou a corretora.
O JPMorgan avaliou que a Petz (PETZ3) apresentou resultados operacionais razoáveis no terceiro trimestre de 2025, com lucro líquido ajustado (segundo o IAS 17, ajustado por efeitos não recorrentes e marcação a mercado de derivativos) de R$ 31 milhões, em linha com a estimativa do banco (JPMe) e acima do registrado no mesmo período do ano anterior (R$ 22 milhões) e do consenso de mercado (R$ 18 milhões).
Méliuz (CASH3)
Mesmo com crescimento razoável de 7% no volume bruto negociado (GMV), a Méliuz apresentou um expressivo avanço de 37% na receita, resultando em forte alavancagem operacional e margem Ebitda de 22,3%, 9 p.p. acima do ano anterior e bem acima da estimativa do banco (12,4%).
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A divisão Shopping Brasil teve crescimento de 63% ano a ano, impulsionada por novas verticais como Méliuz Prime e Méliuz for Brands, que já respondem por cerca de 25% da receita do segmento.
Em contrapartida, as áreas de serviços financeiros, internacional e “outros” recuaram 15%, representando 21% da receita. No consolidado, a receita total foi de R$124 milhões, 24% acima da estimativa do Morgan Stanley.
O Ebitda ajustado atingiu 22,3% da receita, superando amplamente a projeção de 12,4%. O lucro líquido ajustado foi de 12,4%, também acima da previsão (6,2%).
A posição em Bitcoin aumentou para 605 unidades no 3T (vs 596 no 2T), com valor de mercado estimado em R$340 milhões, equivalente a cerca de 70% do valor de mercado da empresa. A companhia também anunciou programa de recompra de ações em outubro.
Guararapes (GUAR3)
Na avaliação da XP, a Guararapes apresentou um trimestre sólido, compensando a desaceleração esperada na receita com uma forte expansão do valor bruto, à medida que a empresa continua em sua trajetória de melhoria da eficiência e aproveitamento de sua operação mais verticalizada.
Segundo a corretora, a Midway também apresentou um desempenho sólido, expandindo seu portfólio e mantendo os índices de inadimplência sob controle, mesmo com uma concessão de crédito cautelosa. Na opinião de analistas, o resultado confirma a trajetória de sucesso da empresa, que vem aprimorando suas operações e entregando resultados sólidos independentemente dos desafios macroeconômicos e climáticos. Portanto, a XP manteve recomendação de compra.
O Itaú BBA também classifica o lucro por ação como sólido, superando as expectativas, impulsionado pela forte rentabilidade do varejo e pela execução disciplinada. “A Guararapes apresentou um conjunto de resultados muito fortes.”
Embora uma desaceleração nas tendências de receita fosse esperada, a margem bruta do varejo permaneceu um destaque, expandindo 2,4 bps na base anual, atingindo um recorde de 53,7%.

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