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ESPN.com.br
10 de nov, 2025, 09:35
Pressionado pelo fantasma da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o Santos viu a situação para a reta final da temporada ficar ainda mais complicada com a derrota por 3 a 2 para o Flamengo, no Maracanã, pela 33ª rodada.
O Peixe abre o descenso à Série B com 33 pontos em 32 jogos e ainda voltará a enfrentar o rival Palmeiras em partida atrasada.
Em entrevista a jornalistas na saída do Maracanã, Alexandre Mattos, CEO de futebol do time da Vila Belmiro, desabafou sobre o momento atravessado pelo Santos em meio à reconstrução após retornar à Série A em 2025, destacando o empenho nos bastidores do clube desde que chegou, em junho.
“Eu tenho dois meses de Santos. A crise do Santos já tem uns dois ou três. Então não tem crise nova aqui dentro. A crise de dois anos atrás de ter baixado, de jogar Série B ano passado. Esse ano está se remontando. É natural em qualquer clube do mundo. Saí do Cruzeiro há dois meses atrás e que passou a mesma situação, ficou três anos na Série B e foi se remontando. Tem um processo. Se em dois meses nós formos resolver todos os problemas do Santos...aí não é profissional, aí é mágico. E mágico ninguém é. Tem coisas que a gente tem que fazer”, disse Mattos.
Para o CEO do futebol, o trunfo do Santos para escapar de um segundo rebaixamento será o mando de campo na Vila Belmiro e o “alçapão” no Urbano Caldeira.
“A gente não tem que esconder a nossa dificuldade, está clara. Está claro que a gente precisa sair dessa situação. O que eu sei é que nós vamos sair. Nós temos jogos em casa com o nosso torcedor. Estamos com a dificuldade de jogar em casa e não por causa da torcida, muito pelo contrário. A torcida do Santos tem ajudado e muito, tentando ajudar de todas as maneiras possíveis e isso é uma arma que a gente tem. Esses próximos dois jogos são importantíssimos para a gente conseguir os pontos necessários para a gente sair dessa situação”.
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“Joguei contra o Santos da Vila Belmiro e sei o tanto que é difícil jogar lá, e a gente não pode perder isso. A culpa disso é nossa: jogadores, diretoria. Não tem nada a ver com a torcida, pelo contrário. A torcida está fazendo a parte dela. Inclusive, no jogo contra o Botafogo, foi impressionante. Nós tomamos um gol com 30 segundos, e se nós empatamos aquele jogo, foi muito pela torcida do Santos que estava cantando muito mais do que a torcida do Botafogo, que estava maior no estádio. Hoje estava 3 a 0 e a torcida do Santos cantando, cantando, cantando. O que a gente tem de convicção é que nós vamos sair disso e passa muito pelo nosso estádio, pelo nosso torcedor”.
“Sobre a avaliação de dois meses de trabalho, que é isso que você está me perguntando, uma chegada no meio de uma temporada, onde a nossa janela do meio do ano é a pior, que o jogador bom já jogou e não tem como se transferir. Temos um grupo que a gente confia, acredita. Obviamente que alguns podem dar mais, jogar mais. Vieram para o Santos por jogarem mais. A gente está tentando ainda resgatar isso. Mas mais do que isso, não adianta ficar aqui também com aquele discurso padrão, pedir desculpa a torcida pela campanha ruim que nós estamos fazendo. Isso aí ficou para trás. Lá na frente nós vamos fazer esse pedido novamente. Nós vamos escapar e mesmo assim é muito pouco para o Santos”.
Próximos jogos do Santos:
Palmeiras (C) - 15/11, 21h (de Brasília) - Brasileirão
Mirassol (C) - 19/11, 21h30 (de Brasília) - Brasileirão
Internacional (F) - 24/11, 21h (de Brasília) - Brasileirão

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