Marcopolo (POMO4) atingiu o teto? Veja o que está por trás das fortes quedas das ações, segundo BBA

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(Imagem: Facebook/Marcopolo)

Desde a divulgação dos números referentes ao terceiro trimestre de 2025, na última quinta-feira (30), as ações da Marcopolo (POMO4) sofrem uma queda acentuada na B3. O recuo reflete as preocupações do mercado com a demanda para carrocerias de ônibus no ano.

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Na última sexta-feira (31), no pregão que seguiu a publicação, a companhia encerrou o dia com um recuo superior a 10%. Na mínima de hoje, ela chegou a cair 7%.

Na visão do Itaú BBA, o recuo das ações após o balanço reforçou as preocupações dos investidores em relação a uma possível inflexão da demanda, impulsionada por uma receita abaixo do esperado e volumes domésticos mais fracos.

Eles ainda mencionam que conversas recentes com investidores evidenciaram consistentemente que, após o lucro líquido da Marcopolo ter aumentado seis vezes em seis anos (de R$ 200 milhões em 2019 para R$ 1,2 bilhão em 2025), parte do mercado começou a questionar por quanto tempo esse crescimento poderia ser sustentado.

Neste sentido, a casa revisou para baixo as estimativas para 2026 e espera que o consenso também vá por esse caminho nas próximas semanas. Isso deve pressionar o preço das ações no curto prazo.

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O BTG Pactual foi um dos que já se movimentou em relação à Marcopolo, tendo rebaixado a ação de compra para neutra, com um corte também no preço algo, de R$ 12 para R$ 10. Veja mais aqui.

No caso do BBA, apesar de os analistas manterem a classificação outperform (equivalente à compra), com preço-alvo de R$ 12, os analistas acreditam que as ações podem apresentar um desempenho inferior até que ocorra um reajuste de expectativas para a Marcopolo.

Nesta segunda, as ações caíam 6,46%, a R$ 7,38 por volta de 15h (horário de Brasília). Apenas nos últimos 5 dias, o recuo supera 15%. Acompanhe o tempo real.

BBA vê nova valorização no horizonte da Marcopolo

Na avaliação do Itaú BBA, assim que o consenso se ajusta, há espaço para uma nova valorização das ações da Marcopolo, impulsionada por quatro catalisadores:

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  • Nova rodada do programa Caminho da Escola;
  • Possível recuperação macroeconômica na Argentina, impulsionando a demanda em 2026;
  • Entregas do Ministério da Saúde superando as expectativas atuai; e
  • Potencial dividendo extraordinário em meio a mudanças legislativas no Brasil.

A manutenção da recomendação de compra da casa está apoiada na continuidade de todas as fontes de potencial valorização para as ações.

“Apesar das crescentes preocupações para 2026 e dos esperados cortes nas projeções de consenso, mantemos nossa recomendação de desempenho superior ao mercado”, dizem os analistas.

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